Amamentar com implante de silicone: descubra o que é verdade e o que é apenas mito

Descubra como a prótese de silicone influencia na hora de amamentar e quais são as dúvidas mais recorrentes sobre esse tabu

Existem muitas dúvidas sobre como é a amamentação para mulheres com silicone

Existem muitas dúvidas sobre como é a amamentação para mulheres com silicone | Reprodução/Freepik

A maternidade levanta muitas perguntas importantes, e uma das mais comuns diz respeito à amamentação. Entre elas, uma dúvida frequente é: mulheres com próteses de silicone conseguem amamentar? A resposta depende de alguns fatores, e vale entender melhor como isso funciona.

Na maioria dos casos, a cirurgia para colocação das próteses já é pensada considerando a possibilidade de uma futura amamentação. Por isso, na grande parte dos casos, o implante de silicone não é um impedimento para amamentar.

A amamentação, afinal, é um momento íntimo e significativo entre mãe e bebê — essencial para o desenvolvimento do recém-nascido e, para muitas mulheres, também um estado de profunda conexão e cuidado.

Implante e leite: dá para conciliar?

Sim. Isso porque, geralmente, os implantes de silicone são colocados atrás da glândula mamária, ou seja, não tocam diretamente nos ductos por onde o leite passa. Esse cuidado na técnica cirúrgica faz toda a diferença e permite que a estrutura responsável pela produção e condução do leite fique intacta.

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Ou seja, se você colocou silicone antes de engravidar — ou pensa em fazer a cirurgia antes de ter filhos —, há grande chance de conseguir amamentar normalmente no futuro.

Quando pode haver interferência?

Nem todas as cirurgias mamárias seguem o mesmo caminho. Procedimentos que envolvem retirada de tecido mamário (como a redução de seios) ou mudança na posição da aréola (como em lifting de mamas) podem, sim, afetar os canais que transportam o leite.

Outro ponto importante é o tipo de incisão feita. Quando o corte é feito pela aréola, há um risco maior de comprometer os ductos lactíferos. Isso não quer dizer que a produção de leite será afetada — mas sim que o leite pode ter mais dificuldade para sair.

Formato da prótese influencia?

Seja redonda, anatômica, com perfil alto ou extra alto, o tipo de prótese não interfere na amamentação. O que realmente importa é como e onde ela foi colocada.

Existe um tempo ideal entre a cirurgia e a gravidez?

Sim, e esse intervalo é importante. Após a colocação da prótese, é recomendado esperar um tempo antes de engravidar — o suficiente para garantir uma boa cicatrização e evitar complicações durante o aleitamento.

Entre os possíveis efeitos colaterais que podem surgir com o tempo está a contratura capsular, que é uma reação natural do corpo ao implante. Em alguns casos, ela pode causar rigidez ou desconforto nas mamas, o que torna a amamentação mais incômoda — mas não impede que o leite seja produzido.

Conforto e conexão

Próteses à parte, a amamentação precisa ser confortável para a mãe e para o bebê. Cada mulher encontra sua forma ideal de alimentar o filho — sentada, deitada ou alternando posições. O que vale é o bem-estar de ambos.

Nos primeiros dias após o parto, os seios costumam ficar mais cheios. Observar se a aréola está macia ajuda a facilitar a pega e torna a mamada mais tranquila.

Silicone não é um obstáculo 

A ideia de que quem tem silicone não pode amamentar ainda circula por aí, mas não se sustenta diante do que mostram os estudos. Com acompanhamento médico e orientação adequada, é totalmente possível viver esse momento de forma segura e plena.

A amamentação com próteses de silicone não só é possível — como é uma realidade comum para muitas mulheres. 

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