Cubatão está se preparando para participar da COP 30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, no Pará, reunindo cerca de 180 delegações de todo o mundo.
A cidade do Litoral de São Paulo busca mostrar internacionalmente sua transformação ambiental e social, consolidando sua posição como referência em sustentabilidade.
A vice-prefeita Andrea Castro detalha a relevância do evento. “A primeira é ser uma vitrine pro mundo. São mais de cento e oitenta delegações. Mostrar o que está sendo feito aqui em Cubatão é um ponto positivo que dificilmente teríamos em outra vitrine no Brasil”.
Segundo ela, a participação de Cubatão vai além da exposição: a cidade submeteu dois painéis à COP 30. Um deles trata da transformação social por meio do urbanismo, enquanto o outro aborda indústrias e desenvolvimento sustentável, evidenciando o progresso do polo industrial para um modelo mais ecológico e socialmente inclusivo.
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“A gente quer falar sobre uma transformação social através do urbanismo e, no outro tema, sobre a questão das indústrias e desenvolvimento da transformação de Cubatão”, afirma Andrea.
Para entender melhor sobre melhor sobre a COP 30, assista ao vídeo da ministra do meio Ambiente, Marina Silva, no canal do Governo Federal:
Além dos painéis, a cidade busca financiamento internacional para projetos estratégicos, aproveitando o caráter da COP 30 de incentivar ações concretas com recursos globais.
“Estamos fazendo um levantamento dos projetos que a gente acha interessantes e que tenham ligação com a agenda para submeter a bancos internacionais e agências globais, buscando apoio e recursos”, explica a vice-prefeita.
Para Andrea, o impacto da presença de Cubatão na conferência vai muito além de recursos financeiros: trata-se de quebrar estigmas históricos e fortalecer a autoestima da população.
“É uma oportunidade de mostrar o que a cidade está fazendo, quebrar estigmas do passado e reforçar a autoestima da população, que pode ver que Cubatão é um exemplo de resiliência e transformação”, explica.
Ela destaca que mostrar a recuperação ambiental não apenas projeta a cidade no cenário internacional, mas também atrai atenção de universidades e pesquisadores.
“Recebi convites da UFABC e da Unicamp, além do ONU-Habitat, para mostrar experiências de Cubatão. É muito legal ver que estudiosos começam a olhar Cubatão como objeto de estudo, mostrando para o mundo que a cidade pode ser exemplo de ODS, planejamento e inovação social”.
A vice-prefeita reforça ainda a importância do evento para mostrar práticas da sustentabilidade, incluindo políticas públicas, urbanismo e projetos industriais.
“A COP 30 é a COP do financiamento. É o lugar onde se apresenta projetos para os financiadores, para que o que é planejado se torne realidade e impacte diretamente a população”, espera.
Andrea lembra que a cidade já foi reconhecida internacionalmente por seus esforços de recuperação ambiental e industrial, mas que agora é o momento de consolidar esse reconhecimento e acelerar transformações locais.
“A gente já teve reconhecimento da ONU, foi cidade símbolo da ecologia, participou da Rio+20, e agora chegamos nesse momento da COP 30. Isso nos dá condição de pleitear recursos e mostrar resultados efetivos para a população.”
Com essa preparação, Cubatão não apenas se apresenta como uma cidade-modelo em sustentabilidade, mas também reforça sua identidade e autoestima coletiva, mostrando que uma comunidade pode superar estigmas históricos e se tornar referência global em meio ambiente e urbanismo sustentável.
