Pode parecer algo de um filme de ficção científica, mas, na última semana, uma fenda no Sol em formato de borboleta chamou a atenção dos cientistas. O evento foi registrado entre os dias 8 e 11 de setembro pelo SDO (Observatório de Dinâmica Solar), da Nasa.
Com cerca de 300 mil quilômetros de largura, o buraco no Sol tinha espaço suficiente para enfileirar mais de 23 planetas Terra.
O que isso significa?
Por mais que, em um primeiro momento, este “rasgo” pareça apenas um detalhe estético, trata-se de um buraco coronal, região onde os campos magnéticos se abrem e deixam escapar rajadas intensas de vento solar.
De acordo com o portal Spaceweather.com, o material liberado pela “borboleta cósmica” chegou à Terra apenas no último domingo (14). A previsão é de tempestades geomagnéticas de classe G1 e G2 ao longo da semana.
Segundo a Nasa, esse fenômeno pode causar tempestades geomagnéticas, afetando satélites, redes elétricas, comunicações por rádio e GPS, além de gerar auroras boreais e austrais.
Essas luzes dançantes no céu, em tons de verde, roxo e vermelho, costumam aparecer com mais força em março e setembro.
No entanto, a principal causa dessas tempestades são as erupções solares e as CMEs (ejeções de massa coronal).
Riscos
Mesmo que o fenômeno apresente um visual belo, dependendo de sua intensidade, essas tempestades podem provocar falhas em satélites, redes de energia e até nos sistemas de comunicação.
Inclusive, no dia 2 de agosto de 2027, parte do planeta vai presenciar um dos eventos astronômicos mais impressionantes da era moderna: um eclipse solar total de longa duração, com mais de seis minutos de escuridão completa em plena luz do dia.
