Petrobras abre licitação para planta inédita e promete 3 mil empregos no Litoral de SP

Nova unidade terá capacidade para processar quase 1 milhão de toneladas por ano e deve gerar 3 mil empregos na fase de obras

Petrobras deu início ao processo de contratação para construir sua primeira planta dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis

Petrobras deu início ao processo de contratação para construir sua primeira planta dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis | Wilson Melo / Agência Petrobras

A Petrobras deu início ao processo de contratação para construir sua primeira planta dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis, na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão.

O projeto prevê a fabricação de BioQAV (combustível sustentável de aviação) e diesel renovável (HVO), com capacidade de até 16 mil barris por dia, a partir do processamento de cerca de 950 mil toneladas anuais de matérias-primas vegetais e gorduras animais.

Para viabilizar a construção, a estatal dividiu o projeto em cinco pacotes de contratação. O primeiro, cuja licitação já foi aberta, corresponde à unidade de pré-tratamento, que fará a retirada de impurezas antes da conversão em combustíveis limpos.

A obra inclui também tanques de armazenamento para derivados e insumos como óleo de soja e sebo bovino, oriundos principalmente do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

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Segundo a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, o empreendimento reforça a posição da empresa na busca por soluções de baixo carbono.

“A planta dedicada para a produção de combustíveis renováveis na RPBC e a oferta de novos produtos ao mercado serão um marco no desenvolvimento sustentável a que estamos nos propondo”.

Transição energética e compromissos globais

A previsão é que os contratos sejam assinados no segundo semestre de 2026, com início das obras no fim do mesmo ano. Durante a execução, a Petrobras estima a criação de cerca de 3 mil postos de trabalho diretos, fortalecendo a economia regional.

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O projeto está alinhado à lei Combustível do Futuro, às metas globais de descarbonização e às exigências do setor aéreo, como o CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), programa da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) que a partir de 2027 vai exigir o uso de combustíveis sustentáveis na aviação internacional.

O diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, reforçou que a iniciativa coloca a companhia na liderança da transição energética no Brasil:

“Vamos entregar produtos com menores emissões de gases de efeito estufa, em linha com as demandas da sociedade e com um mundo em transformação”.