O fim de um abandono: CPTM inicia obras em estações paradas desde os anos 70

Modernização inclui elevadores, rampas e melhorias esperadas há quase meio século

A CPTM anunciou reformas em algumas estações depois de quase 50 anos

A CPTM anunciou reformas em algumas estações depois de quase 50 anos | Divulgação/Governo de SP

A Linha 10-Turquesa do metrô de SP conta com estações que já operam há décadas, muitas desde os anos 70, sem grandes reformas estruturais. Estações como Prefeito Saladino e Capuava permaneceram com acessibilidade limitada ou sem atendimento adequado para pessoas com mobilidade reduzida por cerca de 45 anos.

Esse histórico de abandono ganhou nova atenção recentemente, com a abertura de contratos para modernizar as estruturas.

A licitação agora contratada é para obras civis de adequação de acessibilidade nessas estações (Prefeito Saladino e Capuava), sendo vencedor o Consórcio Lopes Kalil – Lemam.

O valor do contrato principal é de R$ 30.669.368,49, com prazo de vigência de 32 meses, distribuídos em 20 meses para execução e 12 meses de operação assistida.

Houve aditamentos que ajustaram o cronograma físico-financeiro e readequaram planilhas de quantidade de obras, como a inclusão de impermeabilização de 223,09 m² a mais e correções em valores contratuais submetidos à formalização. 

Outra licitação recente anunciada é para as estações Prefeito Celso Daniel – Santo André e Mauá, também na Linha 10-Turquesa.

O objetivo é promover melhorias de acessibilidade similares às das estações Saladino e Capuava, com instalação de elevadores, travessia elevada entre plataformas, adaptação de sanitários e outros ajustes estruturais. A sessão pública para abertura de propostas estava agendada para janeiro de 2025. 

O plano mais amplo, conforme documento do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), prevê não só reformas, mas também novas estações e integrações futuras, como acontece com o projeto da Linha 14-Ônix.

Esse plano engloba modernizações físicas, acessibilidade, sinalização e comunicação visual para pessoas com deficiência, com investimento pesado em infraestrutura ferroviária para lidar tanto com a demanda crescente quanto com a promessa de eficiência no transporte.