Salário-maternidade agora vai além do parto: entenda a nova lei sancionada por Lula

Novo direito garante 120 dias de afastamento após alta da mãe ou do bebê; Lula reforça luta por igualdade durante conferência em Brasília

Novo direito garante 120 dias de afastamento após alta da mãe ou do bebê

Novo direito garante 120 dias de afastamento após alta da mãe ou do bebê | Pexels/Daniel Reche

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (29) a lei que amplia a licença-maternidade e o salário-maternidade em casos de complicações após o parto.

A mudança assegura que, quando a mãe ou o bebê precisarem permanecer internados por mais de duas semanas, o afastamento será de 120 dias a partir da alta hospitalar, descontando-se o período de repouso anterior ao parto, se houver.

A nova legislação altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei de Benefícios da Previdência Social, garantindo o pagamento integral do salário-maternidade durante a internação e após a alta.

A medida já vinha sendo aplicada por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mas agora passa a ter respaldo legal definitivo.

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O anúncio foi feito durante a abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília, evento que reúne cerca de 4 mil participantes até quarta-feira (1º/10).

Com o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, o encontro marca a retomada do espaço de diálogo social sobre igualdade de gênero, suspenso desde 2016.

Em seu discurso, Lula afirmou que não existe democracia sem a participação ativa das mulheres. “Essa conferência é também um grito contra o silêncio, um grito pela liberdade das mulheres falarem o que quiserem, quando quiserem e onde quiserem”, declarou.

O presidente relembrou ainda o impeachment de Dilma Rousseff, classificando-o como uma tentativa de calar milhões de vozes femininas no país.

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Além da lei sobre licença-maternidade, Lula também sancionou a criação da Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com Gestantes e Mães, a ser realizada em agosto.

A iniciativa pretende disseminar informações sobre saúde e direitos, com foco nos primeiros mil dias de vida da criança.

Durante a conferência, são discutidos temas como igualdade salarial, combate à violência de gênero, participação política, políticas de cuidado e autonomia econômica. As propostas resultantes servirão de base para a atualização do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.