Ciclone ganha mais força e atingirá vários estados brasileiros no final de semana

Cidades como Santos, no litoral de SP, deverão sentir mais a força dos ventos e da chuva

Mulher tenta de proteger da chuva durante ciclone em SP

Mulher tenta de proteger da chuva durante ciclone em SP | Marcello Casal Jr - Agência Brasil

Um ciclone extratropical deve se formar neste fim de semana e trazer impactos significativos em diversas regiões do Brasil, em especial no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, alerta a MetSul Meteorologia

A previsão indica que uma área de baixa pressão se aprofundará no centro da Argentina na noite do sábado, evoluindo para uma ciclogênese no domingo, na altura do Rio da Prata, entre Buenos Aires e o sul do Uruguai. A partir daí, o sistema ciclônico amadurecerá e ficará mais intenso, deslocando-se para o Atlântico no sentido sudeste já na segunda-feira.

Mesmo antes da formação plena do ciclone, a frente fria associada a ele avançará trazendo chuvas desde o Sul até partes do Sudeste e Centro-Oeste, com possibilidade de precipitações localmente fortes e condições climáticas severas. No domingo, dia de maior risco segundo a MetSul, o cenário deverá se agravar: espera-se chuva intensa, vendavais e até queda de granizo em locais isolados. 

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Regiões como Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo serão atingidas pelas tempestades. As imagens dos mapas meteorológicos mostram instabilidade acentuada sobre os três estados da Região Sul, no Paraguai e em Mato Grosso do Sul, com possibilidade de atuação também em São Paulo.

Os danos esperados incluem destelhamentos, quedas de árvores e postes, principalmente em pontos onde os ventos forem mais intensos. Na segunda-feira, o Rio Grande do Sul deverá enfrentar fortes rajadas — entre 40 km/h e 70 km/h em grande parte do estado, com registros localizados entre 70 km/h e 90 km/h, o que pode causar interrupções de energia e outras ocorrências. 

Conforme o fenômeno se afasta na terça-feira, a instabilidade vai perdendo força, mas a frente fria derivada do ciclone ainda pode provocar chuva isolada.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o alerta é maior no litoral e em cidades próximas à costa. Entre os municípios que podem sofrer com ventos intensos e mar agitado estão Torres, Capão da Canoa, Arroio do Sal, Xangri-lá, Tramandaí, Imbé, Cidreira, Balneário Pinhal, Palmares do Sul, Mostardas, Tavares, São José do Norte, Rio Grande, Pelotas, Santa Vitória do Palmar e Chuí.

Cidades serranas e do interior também estão na rota de instabilidade, como São José dos Ausentes, Cambará do Sul, São Francisco de Paula, Rolante, Riozinho, Camaquã, Santo Antônio da Patrulha, Barra do Ribeiro, Arambaré, Cristal, Tapes, Turuçu e São Lourenço do Sul. No noroeste e norte do estado, municípios como São Borja, Santiago, Santa Rosa, Cruz Alta, Ijuí, Erechim e Frederico Westphalen devem registrar ventos fortes e risco de alagamentos.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, tanto o litoral quanto as áreas de serra devem sentir os efeitos do ciclone. As cidades de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Governador Celso Ramos, Laguna, Jaguaruna, Araranguá, Balneário Rincão, Criciúma e Tubarão estão entre as que podem registrar rajadas e chuva volumosa. Na serra, há previsão de vento intenso e temperaturas mais baixas em Bom Jardim da Serra, Urupema, Urubici e Rancho Queimado.

Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo

Nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, o sistema deve provocar chuvas intensas e temporais isolados, especialmente em áreas de fronteira e na região oeste.

Em São Paulo, a instabilidade deve atingir principalmente a Grande São Paulo e o litoral. Entre as cidades em alerta estão São Paulo (capital), Santos, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Osasco, Cotia, Itapecerica da Serra e Guarulhos. Nessas localidades, há risco de queda de árvores, interrupção de energia e alagamentos pontuais devido à força dos ventos e à intensidade das chuvas.