Brasil descarta retorno do horário de verão e investe em energia alternativa

Governo avalia sistema elétrico como seguro e aposta em tecnologia de armazenamento para fontes renováveis

Medida é atribuída ao bom desempenho das hidrelétricas e ao aumento no nível dos reservatórios

Medida é atribuída ao bom desempenho das hidrelétricas e ao aumento no nível dos reservatórios | Pixabay

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta terça-feira (14) que o governo federal não vê necessidade de retomar o horário de verão em 2025. Segundo ele, o sistema energético brasileiro está “em condição de segurança completa e absoluta”, o que torna desnecessária a medida.

“Chegamos à conclusão de que, graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano”, afirmou o ministro durante o programa “Bom Dia, Ministro”.

Silveira explicou que as hidrelétricas continuam sendo a base da matriz energética nacional, enquanto as termelétricas seguem com papel complementar, e um novo leilão para o setor será lançado na próxima semana. Entenda melhor na galeria abaixo.

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O ministro também destacou os avanços na geração de energia eólica e solar, e a aposta do governo em tecnologias de armazenamento para garantir estabilidade na rede elétrica.

“Estamos com uma expectativa muito grande de lançar, ainda neste ano, nosso leilão de bateria. A gente vai literalmente armazenar vento. O vento vai ser armazenado por meio das baterias”, declarou.

De acordo com Silveira, o sistema permitirá que a energia solar captada durante o dia possa ser utilizada até as 22h, tornando o abastecimento mais estável.

O ministro ainda citou apagões recentes em Portugal e na Espanha como exemplo dos desafios enfrentados mundialmente pelas fontes renováveis. “O sistema brasileiro é muito robusto e o planejamento, muito bem feito. O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro”, afirmou.

Com os níveis atuais de segurança e os investimentos em armazenamento, o governo descarta a necessidade de alterar os relógios neste ano.