Mais um município da Baixada Santista elabora plano climático

Um grupo intersetorial terá 180 dias para mapear vulnerabilidades e riscos em Mongaguá antes de discutir as próximas etapas

Praia do Centro, em Mongaguá, é a segunda mais poluída por microplásticos do Brasil

Praia do Centro, em Mongaguá, é a segunda mais poluída por microplásticos do Brasil | Nair Bueno/DL

A Prefeita de Mongaguá, no litoral paulista, instituiu nesta semana uma comissão intersetorial para a elaboração do Plano Municipal de Mudanças Climáticas. A medida integra a estratégia do município para se alinhar aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à Agenda 2030, reforçando o papel das cidades brasileiras na agenda global.

O grupo de trabalho tem o prazo de 180 dias para apresentar um diagnóstico situacional completo, focando nas principais vulnerabilidades e nas propostas de resiliência climática.

Estratégias da ação

A iniciativa visa subsidiar a formulação de instrumentos públicos voltados à sustentabilidade, à redução da emissão de gases de efeito estufa e à adaptação aos impactos. O estudo técnico deverá mapear áreas de risco associadas a eventos climáticos extremos, como deslizamentos, inundações e a elevação do nível do mar.

Para alcançar esse objetivo, a comissão litorânea poderá envolver a população e firmar parcerias com universidades e organizações da sociedade civil.

A comissão é composta por representantes das secretarias de Obras, Planejamento e Finanças, Agricultura e Meio Ambiente, Turismo, Procuradoria e Defesa Civil, garantindo uma abordagem ampla e intersetorial para os desafios climáticos locais.