Comprar ou alugar? Especialista diz que aluguel só funciona para quem é rico

Um advogado aponta que estabilidade, cultura e falta de preparo financeiro tornam a compra mais segura que o aluguel

Por outro lado, alguns especialistas insistem que alugar pode ser a opção mais lucrativa

Por outro lado, alguns especialistas insistem que alugar pode ser a opção mais lucrativa | Pexels

Durante anos, o dilema entre comprar ou alugar um imóvel tem sido um tema central na discussão financeira. Em um cenário atual de aluguéis em alta e preços de compra em máximos históricos na Espanha (e em muitos outros países), a discussão se intensifica.

Enquanto alguns especialistas insistem que alugar pode ser a opção mais lucrativa, desde que o dinheiro da entrada seja investido em outros ativos, o advogado e especialista Andrés Millán desconstrói essa teoria com uma advertência clara.

“Viver de aluguel em vez de comprar uma casa é só para gente com inteligência financeira e grande patrimônio”, afirma Millán em um vídeo que viralizou nas redes.

Cálculo com armadilha do aluguel

A reflexão de Millán parte de uma premissa simples e incômoda: nem todos têm a capacidade, econômica ou emocional, de manter investimentos a longo prazo sem sucumbir à tentação de usar o dinheiro.

A teoria pró-aluguel sugere investir o valor que seria gasto na entrada da casa em ativos que gerem rendimento superior. Millán não nega que o plano funcione “no papel”, mas questiona a aplicação na vida real:

“Genial, tudo soa lindo. Você realmente vai fazer isso? Você tem o temperamento para investir todo o seu dinheiro em um fundo indexado e não tocá-lo por 25 anos?”

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Comprar é mais sensato para a maioria

Millán insiste que o argumento de que alugar é melhor só funciona para quem domina conceitos de investimento, gestão de risco e rentabilidade a longo prazo, ou para quem já possui um grande capital.

Para o “comum dos mortais”, a psicologia do consumo e a falta de conhecimento em investimentos jogam contra. A estabilidade de uma casa própria ainda pesa mais do que qualquer cálculo financeiro de longo prazo.

O especialista também aponta para o fator cultural: a propriedade continua a ser o principal símbolo de poupança e segurança para muitas famílias.

Millán conclui que comprar segue sendo a opção mais sensata para a maioria da população. Sua justificativa mira na aposentadoria.

“Quando você se aposentar e seus rendimentos diminuírem, será o lugar em que viverá enquanto os aluguéis não param de subir”. A compra, neste contexto, é vista como uma forma de evitar o custo de oportunidade de não ter um teto próprio na velhice.

Assista abaixo um vídeo publicado por Pobre Show.