Peixe que você com certeza consumiu em 2025 pode destruir a natureza brasileira em breve

A gastronomia brasileira é rica em pratos que vão do vegetarianismo aos frutos-do-mar. Mas justamente um dos peixes mais presentes na mesa do brasileiro pode representar uma ameaça séria ao ecossistema nacional

De um lado, especialistas pedem atenção ao problema e defendem que medidas de controle sejam avaliadas

De um lado, especialistas pedem atenção ao problema e defendem que medidas de controle sejam avaliadas | Pexels

A gastronomia brasileira é rica em pratos que vão do vegetarianismo aos frutos-do-mar. Mas justamente um dos peixes mais presentes na mesa do brasileiro pode representar uma ameaça séria ao ecossistema nacional.

Trata-se da tilápia, um dos peixes mais consumidos do país, facilmente encontrada em feiras, mercados e diversos pontos de venda.

Um grupo de cientistas das Universidades Federais de Mato Grosso do Sul alerta que é urgente criar métodos de fiscalização para monitorar a presença desse animal. A espécie é considerada invasora, sobretudo na bacia sul-mato-grossense.

Por não ser nativa de vários rios, a tilápia pode representar um verdadeiro risco à natureza brasileira ao competir com espécies originais e desequilibrar o ambiente.

Disputa

De um lado, especialistas pedem atenção ao problema e defendem que medidas de controle sejam avaliadas.

Do outro, produtores — um dos pilares da economia brasileira — querem que qualquer decisão passe pelo Ministério da Agricultura. A ideia é evitar mudanças que possam prejudicar o cultivo e gerar impactos econômicos.

Espécie

A tilápia é originária da África e hoje é o peixe mais consumido em todo o território nacional. Em algumas regiões, ela responde por 97,6% da produção aquícola e da proteína de pescado presente na dieta dos moradores.

Introduzida no país por razões comerciais, ela se destacou rapidamente graças à sua enorme capacidade de adaptação, crescimento veloz e resistência a diferentes condições de água e temperatura.

Essas características fizeram com que o cultivo se espalhasse com facilidade, tornando-se a base da aquicultura nacional e movimentando uma cadeia econômica robusta, que envolve pequenos produtores, grandes criadouros, frigoríficos e o mercado varejista.

A carne branca, o sabor leve e o preço acessível ajudaram a consolidar sua presença na mesa do brasileir