Mongaguá: de origem indígena a paraíso turístico

Neste domingo (7), a cidade de Mongaguá celebra 66 anos de sua emancipação político-administrativa

Os guaranis, que viviam às margens dos rios locais, foram os responsáveis por nomear a região

Os guaranis, que viviam às margens dos rios locais, foram os responsáveis por nomear a região | Divulgação

Neste domingo (7), a cidade de Mongaguá celebra 66 anos de sua emancipação político-administrativa. O reconhecimento oficial veio apenas em 1959, mas a história do município é muito mais antiga, marcada por curiosidades e pela presença de diferentes povos ao longo dos séculos.

A formação de Mongaguá remonta ao século XVI, período das expedições comandadas por Martim Afonso de Souza. Durante as viagens pelo litoral paulista, integrantes de sua frota utilizavam a região como ponto estratégico de descanso.

Com o tempo, o local passou a atrair famílias que decidiram se fixar ali, originando um pequeno núcleo habitado que evoluiu, gradualmente, até se tornar a cidade que conhecemos hoje.

Os guaranis, que viviam às margens dos rios locais, foram os responsáveis por nomear a região.

A abundância de água e as características do solo — úmido e pegajoso — marcaram a relação dos povos indígenas com o território e inspiraram o nome que atravessou gerações.

O desenvolvimento de Mongaguá aconteceu de forma progressiva, acompanhando o aumento populacional e a ocupação do território, até conquistar sua autonomia como município.

Hoje, a cidade preserva em seu nome e em sua história a herança indígena e o vínculo com as expedições coloniais que impulsionaram seu processo de urbanização.

Origem do nome

Assim como mencionado, Mongaguá tem uma forte ligação com a cultura indígena e com o ambiente natural. A palavra “Mongaguá” vem do idioma guarani e significa “água pegajosa”, referência direta às características dos rios Mongaguá e Aguapéu, essenciais para os povos originários que habitavam a região.

Turismo

Atualmente, a cidade tem no turismo uma de suas principais vocações, seguindo a tendência de grande parte da Baixada Santista.

Um dos destaques é o Poço das Antas, no Parque Turístico Umberto Salomone, destino bastante procurado por visitantes. O local abriga uma bela queda-d’água que forma uma piscina natural, encantando quem busca contato com a natureza.

Outro ponto importante é o Parque Turístico Ecológico, localizado em Agenor de Campos.

O espaço oferece diversos roteiros voltados à educação ambiental e integra a lista de atrativos que reforçam Mongaguá como um destino turístico em ascensão.