Depois de seis anos longe das novelas da TV aberta, Isabelle Drummond está de volta em “Coração Acelerado”, próxima trama das 19h da Globo. Na história, a atriz interpreta Naiane, uma vilã que tenta impedir o romance dos protagonistas João Raul (Filipe Bragança) e Agrado (Isadora Cruz). Em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, Isabelle contou que o novo papel marca uma fase diferente em sua trajetória.
Segundo a atriz, o processo de preparação envolveu uma imersão em Goiás, onde parte da cultura que inspira a novela está presente. O contato com o universo sertanejo e com os costumes do Centro-Oeste foi fundamental para a construção da personagem, que também representa um território inédito em sua carreira: o de vilã. Isabelle afirmou estar se divertindo com os desafios desse novo papel.
Treze anos após “Cheias de Charme”, a atriz volta a trabalhar com o diretor Carlos Araújo. Ela observa que há semelhanças na dinâmica de gravação, especialmente nas cenas de palco, mas destaca que a nova novela incorpora elementos atuais, como o universo digital.
Naiane, sua personagem, é uma influenciadora, e por isso muitas cenas são gravadas em formato vertical, inspiradas nas redes sociais. Isabelle revelou que conta com apoio de coreógrafo para criar danças e tendências que aparecem na trama.
Apesar de interpretar uma personagem altamente conectada, Isabelle mantém uma postura mais reservada nas redes sociais. Ela afirma que aprendeu a lidar com a exposição, mas evita acompanhar comentários sobre si mesma.
Aos 31 anos e com 25 de carreira, a atriz faz parte da mesma geração de nomes como Bruna Marquezine e Marina Ruy Barbosa, mas reconhece que sempre teve um perfil mais discreto.
Durante o período afastada das novelas, Isabelle se dedicou a projetos pessoais fora das câmeras, como a produção e direção de um filme sobre a primeira mulher a usar biquíni no Brasil. Para ela, esse tempo foi necessário para compreender melhor sua própria identidade além dos personagens. Segundo a atriz, o trabalho é uma parte importante da vida, mas não pode ser a única definição de quem a pessoa é.
