Maior cidade do país vive dia de caos com greve dos ônibus e impacta milhões de pessoas

Paralisação afeta ônibus, metrô e linhas da CPTM, e pode comprometer deslocamentos rumo à Baixada Santista

Motoristas afirmam que não receberam o 13º salário

Motoristas afirmam que não receberam o 13º salário | Léo Silva/@leozim_fotografias

A capital paulista vive um início de semana bastante turbulento nesta terça-feira (9), após motoristas e cobradores deflagrarem uma greve repentina por atraso no pagamento do 13º salário e do vale-alimentação. 

A ordem, dada pelo presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, resultou no recolhimento imediato de parte da frota e na previsão de redução progressiva dos ônibus ao longo do dia. A situação, que já é grave por si só, transbordou para outros modais.

Além dos ônibus, estações de metrô registram superlotação e filas desorganizadas desde as primeiras horas da manhã. 

Passageiros relatam plataformas cheias, longos intervalos e composições circulando com capacidade excedida. Na CPTM, a Linha Coral enfrenta problemas operacionais e atrasos, ampliando ainda mais o caos no transporte público da maior cidade do país. Na linha Azul, a estação da Sé possui complicações atrasando o transporte. Veja abaixo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Transporte por aplicativo, como 99 e Uber, já apresentam valores elevados pelo preço dinâmico. Quem mora na Zona Norte ou Sul está com dificuldade de voltar para casa neste horário de pico, mas as outras regiões também estão sendo impactadas.

Greve deve continuar até que salários sejam pagos

Motoristas afirmam que não receberam o 13º salário e que só retornarão ao trabalho depois que os valores forem depositados.

O sindicato reforça que o pagamento está atrasado desde a primeira parcela e que, embora houvesse um acordo firmado com a Secretaria de Transportes para quitação até esta sexta-feira (12), uma carta enviada pela Prefeitura modificou a data prevista, desencadeando a paralisação imediata.

Com a ordem se espalhando entre as empresas, há sinais de adesão crescente, especialmente em garagens da zona norte e em áreas onde ônibus já começaram a ser recolhidos.

Consequências podem atingir moradores do litoral

O impacto não se limita à capital. Como São Paulo é o principal ponto de acesso para quem segue rumo ao litoral, especialmente à Baixada Santista, a greve deve dificultar o deslocamento de moradores da região que dependem da capital para acessar terminais rodoviários, serviços essenciais, consultas e compromissos profissionais.

A redução da circulação também afeta quem desembarca em São Paulo para seguir viagem a cidades como Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Cubatão, já que muitos passageiros utilizam ônibus urbanos para acessar pontos de conexão.

Metrô e trens ampliam o transtorno

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Com o transporte sobre trilhos afetado, a situação se agrava. Estações de metrô estão superlotadas, e muitos usuários relatam dificuldade até para entrar nas plataformas. Na CPTM, a Linha Coral apresenta falhas que impactam todo o trecho atendido, aumentando o tempo de espera e gerando acúmulo de passageiros.

Já na linha Azul, a estação da Sé possui complicações atrasando o transporte.

Ao mesmo tempo, o aumento da demanda nesses modais – provocado pela greve de ônibus – torna a circulação ainda mais lenta e instável. 

Situação segue em evolução

Ainda não há previsão de normalização. Como a categoria afirma que só retornará ao serviço após receber todos os valores pendentes, a tendência é de que o transporte continue instável ao longo do dia (e possivelmente nos próximos).

Diante do cenário, quem precisa se deslocar entre a capital e o litoral deve planejar rotas alternativas, acompanhar atualizações e considerar atrasos significativos.