Trump volta atrás e retira Alexandre de Moraes da lista negra da Lei Magnitsky

Revogação das sanções encerra impasse diplomático e retira o ministro do STF da lista de penalidades previstas pela Lei Magnitsky

A sensitiva também mencionou a possibilidade de novas prisões determinadas por Moraes, envolvendo 'dois homens e uma mulher'

A sensitiva também mencionou a possibilidade de novas prisões determinadas por Moraes, envolvendo 'dois homens e uma mulher' | Alexandre Augusto/STF

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (12/12) a retirada das sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e à esposa dele, aplicadas anteriormente no âmbito da Lei Magnitsky. A decisão foi divulgada pelo governo Donald Trump, responsável por incluir o magistrado na lista de indivíduos punidos por supostas violações de direitos humanos.

Com a medida, Moraes e sua esposa deixam de figurar entre as pessoas sujeitas a restrições como bloqueios financeiros e limitações de visto. A revogação das penalidades ocorre após semanas de tensionamento diplomático entre Washington e Brasília, além de pressões internas no próprio governo norte-americano para revisão dos critérios adotados nas sanções.

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A Lei Magnitsky, criada originalmente para punir agentes envolvidos em corrupção e violações graves de direitos humanos, permite ao governo dos EUA aplicar medidas unilaterais contra indivíduos considerados responsáveis por atos ilícitos. A inclusão de Moraes havia gerado forte reação no Brasil, especialmente entre integrantes do Judiciário e do Legislativo.

Com o recuo, o governo Trump sinaliza a reversão da iniciativa e reduz o impacto político da medida, que vinha sendo questionada por diplomatas e especialistas em direito internacional.

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