Com azeite nas alturas, brasileiro aposta em óleo mais saudável e acessível

Rico em gorduras monoinsaturadas e ômega-3, o produto contribui para a saúde cardiovascular e se apresenta como uma opção equilibrada

Por décadas, o azeite de oliva ocupou lugar de destaque na culinária brasileira, associado à sofisticação e aos benefícios à saúde

Por décadas, o azeite de oliva ocupou lugar de destaque na culinária brasileira, associado à sofisticação e aos benefícios à saúde | Freepik

Por décadas, o azeite de oliva ocupou lugar de destaque na culinária brasileira, associado à sofisticação e aos benefícios à saúde. No entanto, a escalada dos preços — com o litro ultrapassando R$ 45 e chegando a R$ 80 em algumas marcas — tem levado consumidores a buscar alternativas mais acessíveis, sem abrir mão do valor nutricional.

Nesse cenário, o óleo de canola volta a ganhar protagonismo e desponta como o novo aliado da cozinha do dia a dia.

Óleo de canola une preço mais baixo e benefícios nutricionais

Também conhecido como óleo de colza, o óleo de canola chama atenção por combinar bom perfil nutricional com custo significativamente menor que o azeite extravirgem — em muitos supermercados, custa menos da metade do preço.

Rico em gorduras monoinsaturadas e ômega-3, o produto contribui para a saúde cardiovascular e se apresenta como uma opção equilibrada para quem busca economia sem abrir mão da qualidade.

Saúde do coração é um dos principais benefícios

Do ponto de vista nutricional, o óleo de canola se destaca por conter apenas 7% de gorduras saturadas, índice inferior ao de outros óleos vegetais, como o de girassol. Além disso, oferece o dobro de ômega-3, gordura essencial no controle do colesterol e na prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

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Outro diferencial é o ponto de fumaça em torno de 204 °C, o que permite o uso em preparos de temperatura mais elevada, como refogados e frituras leves, sem prejuízo à composição do óleo ou formação de substâncias nocivas.

Mitos sobre toxicidade já foram descartados pela ciência

Apesar da resistência de parte dos consumidores, especialistas esclarecem que o óleo de canola vendido atualmente é seguro para consumo. A associação com a antiga colza — planta que produzia óleos com alto teor de ácido erúcico, potencialmente prejudicial em excesso — não se aplica mais.

As variedades modernas de canola foram desenvolvidas justamente para conter níveis mínimos e seguros dessa substância. Entidades como a American Heart Association reconhecem o óleo de canola como uma alternativa saudável para o uso diário.

Versatilidade na cozinha facilita a substituição

Com sabor neutro e grande versatilidade, o óleo de canola se adapta facilmente às rotinas culinárias e pode ser utilizado em diferentes preparos, como:

  • Frituras moderadas, incluindo batatas, empanados e refogados
  • Assados e grelhados, ideal para untar formas e preparar carnes e legumes
  • Molhos e conservas, como maioneses, vinagretes e picles
  • Panificação, substituindo manteiga ou outros óleos em bolos e massas leves