Há 66 anos, esta ilha era a mais densamente povoada do mundo; hoje, é fantasma

A incrível transformação da ilha japonesa que desafiou os limites da geografia urbana

Entenda por que cinco mil pessoas viviam confinadas em um pequeno rochedo no oceano

Entenda por que cinco mil pessoas viviam confinadas em um pequeno rochedo no oceano | Jakub Hałun/Wikimedia Commons

Mais de cinco mil pessoas já dividiram um espaço de apenas 60 mil metros quadrados. Essa era a realidade de Hashima em meados de 1959.

Entretanto, esse formigueiro humano durou pouco tempo na história do Japão. Em 1974, o local foi abandonado e ganhou o status de ilha fantasma. Aproveite e veja também: Ilha próxima de paraíso natural vira sinônimo de tranquilidade para o verão

O motor que impulsionou a ilha

A ocupação acelerada ocorreu devido às jazidas de carvão encontradas sob o mar. A Mitsubishi comprou o terreno e instalou uma estrutura de mineração complexa.

O carvão impulsionou o crescimento e atraiu famílias inteiras para o rochedo. Assim, a ilha transformou-se em um centro produtivo de extrema relevância econômica.

A infraestrutura do gigante de ferro

Prédios altos e serviços essenciais foram criados para sustentar a crescente população local. O formato das construções lembrava um navio, gerando o apelido “Gunkanjima”.

O concreto dominava a visão, já que quase não existiam árvores no local. Além disso, o isolamento geográfico forçava uma convivência muito próxima entre os moradores.

O sofrimento entre as paredes de pedra

Infelizmente, a história local também guarda relatos de exploração e dor profunda. Trabalhadores forçados sofreram na “Ilha do Inferno” durante a Segunda Guerra Mundial.

As condições eram precárias e a rotina dentro das minas era exaustiva. Além disso, os trabalhadores menos experientes moravam nos andares mais vulneráveis a tufões e outros desastres naturais.

O destino final das ruínas japonesas

A economia mudou e o petróleo desbancou o uso do carvão mineral. Portanto, a Mitsubishi encerrou as atividades e a ilha foi evacuada em poucas semanas.

Atualmente, restam apenas escombros deteriorados pelo tempo e pela força das tempestades. A visitação pública é restrita por segurança, permitindo acesso apenas a áreas específicas.