Uma cidade do interior de Minas Gerais chama atenção por um fenômeno que parece coisa de filme: em determinados períodos do ano, o céu parece “chover” aranhas. O cenário acontece em São Thomé das Letras e intriga moradores, turistas e pesquisadores.
O espetáculo natural envolve a espécie Parawixia bistriata, um tipo de aranha que se organiza em grandes teias coletivas suspensas no ar.
À distância, a cena pode causar espanto e até medo, principalmente quando comparada a notícias de infestações perigosas registradas em outras regiões do país. No entanto, neste caso, não há motivo para pânico.
Apesar do nome científico pouco conhecido, a Parawixia bistriata não oferece riscos às pessoas. Trata-se de uma espécie inofensiva, sem veneno capaz de causar danos aos seres humanos, bastante comum em áreas naturais do Brasil.
Além do Sudeste, esses aracnídeos também são encontrados em biomas como a Amazônia e o Cerrado, além de regiões do Nordeste e países da América Central.
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O fenômeno costuma ocorrer entre setembro e março, período marcado por temperaturas elevadas e maior umidade do ar, condições ideais para o comportamento coletivo da espécie.
Especialistas explicam ainda que essas aranhas têm hábitos predominantemente noturnos. Durante o dia, permanecem escondidas, saindo apenas no fim da tarde para construir suas extensas teias e caçar insetos.
As imagens que viralizaram recentemente foram registradas pelo Instituto Origem, entidade voltada à divulgação científica e à educação ambiental, que frequentemente documenta fenômenos naturais pouco conhecidos do grande público.
