Ex-BBB Paulinha vira alvo da Caixa em processo que tenta barrar empresa de bolões

Ela ficou famosa por ganhar 65 vezes na Lotofácil, mas enfrenta disputa judicial sobre exclusividade de serviços lotéricos no Brasil

A ex-BBB Paulinha Leite ganhou notoriedade pela sorte extraordinária em jogos de azar

A ex-BBB Paulinha Leite ganhou notoriedade pela sorte extraordinária em jogos de azar | Reprodução

A ex-BBB Paulinha Leite, que ganhou notoriedade nacional pela sorte extraordinária em jogos de azar, tornou-se o centro de um imbróglio com a Caixa Econômica Federal. O banco estatal move uma ação contra a empresa “Unindo Sonhos”, de propriedade da influenciadora, sob a tese de que a estatal detém a exclusividade legal para a exploração e intermediação de serviços de loteria no território brasileiro.

A disputa busca interromper as atividades de organização de bolões lideradas pela ex-participante do “BBB 11”. O processo teve um capítulo decisivo na Justiça Federal de Roraima, onde o juiz João Bosco Costa Soares da Silva chegou a determinar que a empresa removesse seus conteúdos da internet e suspendesse a divulgação dos serviços.

Contudo, a defesa de Paulinha obteve uma liminar no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no qual o desembargador Newton Ramos suspendeu a decisão restritiva, permitindo que a empresa continue operando até que o mérito da questão seja analisado de forma definitiva pela corte.

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Paulinha ainda assegura que não realiza sorteios paralelos, o que seria ilegal, mas atua apenas na organização de grupos para apostas oficiais. A influenciadora, que já faturou prêmios na Lotofácil mais de 65 vezes, argumenta que o modelo de negócio é uma prestação de serviço de intermediação, onde os jogos são registrados conforme as normas vigentes. Segundo dados divulgados pela “Unindo Sonhos”, o empreendimento já pagou mais de R$ 17 milhões em prêmios aos seus participantes.

A ofensiva da Caixa faz parte de um cerco maior do banco contra plataformas digitais que oferecem serviços de facilitação de apostas. Enquanto a estatal defende o monopólio do setor para garantir a arrecadação e a segurança do sistema, a ex-BBB utiliza sua influência nas redes sociais para expandir o mercado de bolões coletivos.

O caso permanece em aberto e deve estabelecer um precedente importante para o futuro das loterias digitais e da intermediação de jogos no país.