Tragédia no Wet’n Wild: Salva-vidas de 24 anos morre sugado por ralo ao tentar ajudar turista

O acidente aconteceu na atração conhecida como Walter Bomb, enquanto o profissional realizava um gesto de gentileza

Nesta quarta-feira (14), o Wet'n Wild amanheceu com as portas fechadas

Nesta quarta-feira (14), o Wet'n Wild amanheceu com as portas fechadas | Reprodução

Uma tarde de diversão no parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva (SP), terminou em uma tragédia que chocou frequentadores e funcionários nesta terça-feira (13). Guilherme da Guerra Domingos, um salva-vidas de apenas 24 anos e líder de equipe, morreu após ficar preso no sistema de drenagem de uma das piscinas.

O acidente aconteceu na atração conhecida como Walter Bomb, enquanto o profissional realizava um gesto de gentileza: ele mergulhou para tentar recuperar a aliança que uma turista havia deixado cair na água.

Preso pela força da sucção

De acordo com o boletim de ocorrência, Guilherme mergulhou para buscar o objeto, mas não retornou à superfície. A suspeita é de que o sistema de sucção do ralo, responsável pela drenagem da atração, tenha prendido o jovem no fundo com uma força impossível de ser vencida.

Colegas de trabalho, ao notarem a demora, iniciaram as buscas e conseguiram retirar Guilherme da água. Apesar das tentativas de reanimação e do atendimento imediato, o salva-vidas não resistiu.

Luto e fechamento do parque

Nesta quarta-feira (14), o Wet’n Wild amanheceu com as portas fechadas. Em nota oficial, o parque lamentou profundamente a perda do colaborador e informou que as atividades foram suspensas por tempo indeterminado.

‘Estamos prestando todo o apoio à família e colaborando integralmente com as autoridades’, declarou a empresa em comunicado nas redes sociais.

O corpo de Guilherme foi encaminhado ao IML de Jundiaí para perícia. Ainda não há informações sobre o velório, mas o clima entre os funcionários é de luto e incredulidade.

Investigação e debate sobre segurança

A morte de Guilherme reacende um alerta nacional sobre a segurança em sistemas de sucção em parques aquáticos. A Polícia Civil agora investiga se houve falha técnica no equipamento ou se as normas de segurança da atração foram desrespeitadas.

A perícia deve determinar se a potência da drenagem no momento do mergulho estava acima do permitido ou se houve algum erro no desligamento das bombas. O caso segue sob investigação na delegacia de Itupeva.