Casal gasta herança de R$ 6 milhões de criança em jogos e vai a julgamento

Menino de 12 anos perdeu quase todo o valor herdado da mãe após tutores desviarem dinheiro para apostas; Justiça pede reparação

Um casal norueguês foi indiciado por infidelidade econômica grave após torrar a herança de um menino

Um casal norueguês foi indiciado por infidelidade econômica grave após torrar a herança de um menino | Unsplash

Um caso chocante de traição de confiança e crime financeiro está prestes a chegar aos tribunais da região de Agder, no sul da Noruega. Um casal de 50 anos foi indiciado por infidelidade econômica grave após “torrar” a herança de um menino de apenas 12 anos em jogos de azar.

O valor desviado, que em conversão direta ultrapassa a marca de R$ 6 milhões (1,1 milhão de coroas norueguesas), havia sido deixado pela mãe da criança, falecida recentemente.

A mulher indiciada, que é parente da mãe do garoto, havia sido nomeada como tutora legal do menor. Ao assumir o papel de guardiã, ela recebeu o montante integral na conta bancária protegida sob supervisão do Statsforvalteren (órgão estatal norueguês), já que o menino era o único herdeiro.

No entanto, em vez de proteger o futuro da criança, a tutora e seu companheiro iniciaram uma sequência de apostas desenfreadas que consumiu quase todo o patrimônio em pouco mais de um ano.

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Segundo a acusação da promotoria, o casal utilizou cerca de 900 mil coroas apenas em plataformas de apostas e outros fins pessoais que nada tinham a ver com o bem-estar do menor.

Além do desvio da herança principal, os dois também são acusados de utilizar indevidamente cerca de 290 mil coroas referentes à pensão por morte que o menino recebia mensalmente, destinando parte desse valor também para o vício em jogos.

Pela lei, a tutora deveria ter informado as autoridades sobre os bens, criado uma conta específica no nome do menino e deixado a gestão sob supervisão estatal, trâmites que foram deliberadamente ignorados.

Agora, o Ministério Público exige que o casal restitua o valor total de 1.249.691 coroas à vítima. O julgamento está marcado para o final de março, enquanto as defesas dos acusados optaram por não comentar o caso até o momento.