A mentira que salva: A cidade falsa criada para ‘enganar’ o Alzheimer e devolver a memória

Conheça o projeto que utiliza cenários dos anos 50 para estimular as lembranças de quem convive com o mal de Alzheimer

Para acompanhar o interesse crescente por um tratamento mais humanizado do Alzheimer, novas unidades inspiradas na Town Square, de San Diego, vêm sendo planejadas nos Estados Unidos. 

O êxito da experiência na Califórnia impulsionou a criação de outras vilas artificiais com estética dos anos 1950 em diferentes cidades. 

Segundo o portal Esquire, os resultados práticos desse modelo renovaram a abordagem terapêutica tradicional, e as novas réplicas têm como objetivo devolver dignidade e bem-estar aos pacientes.

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Estrutura da vila de San Diego

O projeto pioneiro consiste em uma área coberta de aproximadamente 836 m² que simula um centro urbano antigo. O ambiente transporta os visitantes diretamente para a década de 1950 através de uma arquitetura urbana detalhista.

Caminhando pelo espaço, os idosos encontram prefeituras e bares, além de lojas de animais e uma praça central bem equipada com bancos. 

Essa vila completa oferece uma sensação de normalidade necessária para quem convive com o esquecimento diário.

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Resgate de lembranças

A aplicação da terapia de reminiscência utiliza posters de astros como James Dean e Audrey Hepburn para estimular o cérebro dos pacientes.

Esses elementos visuais buscam despertar memórias profundas que foram formadas durante a juventude ou o início da vida adulta.

Dentro desse cenário, os pacientes podem ler jornais de décadas passadas ou até assistir a filmes clássicos com o apoio de assistentes especializados.

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Impacto emocional 

A convivência nessas cidades artificiais também permite que os idosos joguem bilhar e ouçam músicas da época em lanchonetes retrô confortáveis.

Essas atividades cotidianas são fundamentais para que eles consigam manter uma rotina ativa e socialmente integrada com o grupo.

O resultado principal aparece na melhora do humor e na facilidade de diálogo com os familiares e cuidadores profissionais.

Ao evocar emoções positivas, o projeto ajuda a tratar o isolamento que ocorre com muitas pessoas que desenvolvem Alzheimer.