Muito antes da internet facilitar as fraudes digitais, o californiano Steven Robert Comisar dominou as páginas de classificados dos anos 1990 com um anúncio irresistível: um “secador de roupas revolucionário, 100% movido a energia solar”, por apenas US$ 49,95. Para os consumidores da época, o produto parecia a solução ecológica perfeita.
No entanto, a “tecnologia” que chegava pelo correio não passava de um simples pedaço de corda, um varal comum. Tecnicamente, a descrição de Comisar não era mentirosa, o que tornava o golpe um dos mais irônicos e audaciosos da história americana.
A criatividade do rapaz para o crime não parou por aí. Ao longo das décadas, ele ainda acumulou condenações federais por diversas modalidades de fraude, incluindo um falso programa de TV que dizia ter o apoio de celebridades para atrair investidores. Em 1999, esse esquema o levou a cumprir 33 meses de prisão.
A trajetória de Steven é um exemplo clássico de engenharia social, onde o golpista utiliza a lógica e a expectativa do público para ocultar a simplicidade de uma armadilha óbvia.
Espertinho!
Steven Comisar chegou a escrever o livro “America’s Guide to Fraud Prevention” (“Guia Americano para Prevenir Fraudes”), que hoje faz parte do acervo do museu da Associação de Examinadores de Fraude Certificados.
Atualmente, a justiça o proibiu de usar o codinome e de se promover como especialista, mantendo seu nome marcado como uma “peça histórica” da malandragem moderna.