Muita gente tem como objetivo levar uma vida longa e saudável. Embora fatores como estilo de vida, alimentação e acesso à saúde façam diferença.
A ciência indica que parte da nossa longevidade pode ser definida ainda antes do nascimento.
Segundo um estudo do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, os genes podem ser responsáveis por cerca de 50% da expectativa de vida de um indivíduo.
Ou seja, metade do “tempo de vida” que cada pessoa pode ter estaria ligada à herança genética.
Como o estudo foi feito
A pesquisa foi conduzida a partir da análise de material genético de gêmeos, combinada com dados sobre fatores de mortalidade extrínseca.
Aqueles causados por elementos externos ao corpo, como doenças, acidentes e condições ambientais.
Estudos mais antigos já haviam usado dados de gêmeos que viveram no século 19. Naquela época, porém, não existiam antibióticos e as doenças infecciosas eram muito mais comuns.
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Isso fazia com que os fatores externos tivessem um peso enorme nas mortes, o que acabava “mascarando” a real influência da hereditariedade na expectativa de vida.
Com os avanços da medicina e melhores condições de saúde nos tempos atuais, os pesquisadores conseguiram observar esse efeito com mais clareza.
A conclusão foi que, no passado, a mortalidade extrínseca escondia parte da importância do fator genético na longevidade.
A sucessão como fator importante
A partir dos resultados, os cientistas indicaram que os genes podem influenciar a longevidade de duas maneiras principais:
-
Por meio de defeitos genéticos que causam doenças, como alguns tipos de câncer, e podem encurtar a vida;
- Por meio de genes que atuam como uma espécie de proteção natural contra diversas condições ao longo dos anos.
Em entrevista ao Times of Israel, Ben Shenhar, doutorando em física pelo instituto, explicou que quando alguém vive por muito tempo, chegando, por exemplo, aos 100 anos, sem desenvolver doenças graves.
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Isso provavelmente está ligado à presença de genes protetores que ajudam o organismo a resistir aos efeitos do envelhecimento.
Ele também destaca que, embora o estudo tenha identificado vários genes associados à longevidade, é pouco provável que exista um “gene da vida longa”.
A tendência é que a duração da vida seja influenciada por centenas ou até milhares de genes diferentes, atuando em conjunto.