Vai beijar no carnaval? Saiba como curtir os blocos sem levar uma infecção para casa

O beijo é o símbolo máximo da paquera no Carnaval, mas a troca intensa de saliva pode esconder perigos que vão além de uma simples gripe

O beijo é o símbolo máximo da paquera no Carnaval, mas a troca intensa de saliva pode esconder perigos que vão além de uma simples gripe. Da famosa ‘doença do beijo’ até a sífilis, especialistas alertam: uma rápida ‘inspeção visual’ e a vacinação em dia são seus melhores aliados na avenida.

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O ‘Check-list’ do Beijo Seguro

Antes de se empolgar, observe. A principal recomendação de infectologistas é evitar o contato se notar no parceiro:

  • Feridas ou bolhas (mesmo que pareçam pequenas);

  • Crostas ou sangramentos nos lábios;

  • Placas brancas na língua ou bochechas.

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Doenças que ‘pegam’ na folia

O contato próximo e o compartilhamento de objetos (copos e garrafas) facilitam a transmissão de:

  1. Mononucleose: A ‘doença do beijo’ causa febre alta e dor de garganta intensa. Dica de ouro: Troque sua escova de dentes após se recuperar.

  2. Herpes Labial: Altamente contagioso quando as bolhas estão ativas.

  3. Sífilis: Pode se manifestar como feridas indolores na boca. Se notar algo que não cicatriza em 15 dias, procure o SUS.

HIV pega no beijo? (Fim do Mito)

É fundamental combater a desinformação: O HIV NÃO é transmitido pelo beijo, mesmo com troca de saliva. A transmissão ocorre apenas por relações sexuais sem proteção, sangue ou de mãe para filho. No entanto, doenças como HPV e Hepatite B são riscos reais — e a boa notícia é que ambas têm vacinas gratuitas no SUS.

A regra de ouro dos especialistas

‘Quanto maior o número de pessoas beijadas, maior o risco estatístico’, explicam os médicos. Manter a hidratação, a higiene bucal e não compartilhar copos ajuda a reduzir a carga de micro-organismos.

Lembre-se: no Carnaval, o cuidado com o próprio corpo é o que garante que a festa não termine no posto de saúde.