Se para você Carnaval é sinônimo de calor escaldante e trios elétricos, prepare-se para rever seus conceitos. Escondida no sul de Santa Catarina, uma pequena cidade convida os turistas a trocar o abadá por trajes renascentistas e as marchinhas pelo silêncio enigmático das máscaras.
Nova Veneza não apenas homenageia suas raízes: ela transporta o visitante diretamente para a Itália do século XVII.
O segredo por trás das máscaras
O Carnevale di Venezia brasileiro é o maior do gênero fora da Europa. Mas há um detalhe que muda tudo: aqui, a folia não acontece em fevereiro.
O espetáculo é realizado sob o charme do inverno, em junho, aproveitando as baixas temperaturas da Serra Geral para dar veracidade aos pesados e luxuosos figurinos de época.
Diferente da festa “pé no chão”, o foco aqui é a sofisticação:
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Mistério nas ruas: Personagens com máscaras artesanais e vestimentas de veludo desfilam entre o público, recriando o clima dos antigos bailes da nobreza italiana.
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A Gôndola Real: O cenário ganha um toque de autenticidade com uma gôndola legítima, vinda diretamente da Itália, que flutua em um canal artificial no centro da cidade.
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Gastronomia de Peso: A festa ocorre junto à Festa da Gastronomia Típica Italiana, onde o “combustível” dos foliões são vinhos finos, polentas rústicas e massas artesanais.
Dica do editor: Vai beijar no carnaval? Saiba como curtir os blocos sem levar uma infecção para casa.
Uma Itália para chamar de nossa
Fundada em 1891, Nova Veneza é mais que um destino turístico; é um enclave genético. Cerca de 95% da população descende dos colonos que cruzaram o Atlântico, e isso se reflete no dialeto ouvido nas calçadas e na arquitetura de pedra que resiste ao tempo.
A cidade, que já foi um distrito dependente de Criciúma, hoje brilha com luz própria. Localizada a pouco mais de 200 km de Florianópolis, ela se consolidou como o destino ideal para quem busca um turismo de experiência, focado em história e alta gastronomia.
Se a ideia é fugir do óbvio e viver um “Carnaval de inverno” digno de cinema, Nova Veneza prova que o passaporte é totalmente opcional para quem deseja um mergulho na cultura europeia.