O acidente envolvendo as duas balsas e o cargueiro Seaspan Empire, de bandeira de Singapura, não é um caso isolado na travessia entre Santos e Guarujá. Em 27 de março de 2016, um veículo caiu da embarcação que fazia a travessia.
Entretanto, diferentemente do episódio da noite de segunda-feira (17), o carro demorou dois dias para ser resgatado. Na ocasião, o tráfego aquaviário foi interrompido e as manobras de entrada e saída de navios no Porto de Santos foram suspensas.
A motorista, uma idosa de 69 anos, e o seu cachorro conseguiram ser resgatados por uma embarcação da Praticagem minutos após a queda, pelo fato de eles estarem passando ao lado da balsa no momento do acidente.
Resgate
Para retirar o veículo, a Dersa (responsável pelo serviço de travessias) alugou um guincho de grande porte para realizar a operação na segunda-feira (28). Além disso, mergulhadores do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros (GBMar) e oficiais da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) prestaram apoio.
Por conta disso, houve um bloqueio no tráfego por questões de segurança e, além das equipes que trabalhavam no resgate, ninguém mais podia circular na área entre 10h50 e 11h20.
Por volta das 12h30, o veículo foi encontrado a uma profundidade de 15 metros, próximo à margem de Santos. Entretanto, o carro só foi “pescado” pelo guincho na manhã do dia 29.
Colisão entre balsas e o navio
O navio cargueiro Seaspan Empire, de bandeira de Singapura, colidiu com duas balsas na noite de segunda-feira (16), segundo a nota divulgada pela Praticagem na madrugada desta terça (17). As embarcações navegavam a contrabordo uma da outra quando houve o contato próximo ao Armazém 35.
“Uma das balsas, que rebocava a outra em manutenção, atravessou inadvertidamente a frente do navio”, informou a Praticagem.
No momento do impacto, não havia veículos a bordo. Os quatro tripulantes. o comandante e três marinheiros, pularam na água e não sofreram ferimentos.