Medicina em crise? Metade dos alunos de faculdades privadas falha no Enamed

O exame nacional de avaliação da formação médica (Enamed) apresentou desempenhos péssimos, gerando preocupação sobre o desempenho dos futuros médicos no Brasil

Publicados em janeiro deste ano, os resultados do Enamed são alarmantes: apenas 52,8% dos estudantes de medicina em universidades privadas obtiveram um desempenho considerado “satisfatório”.

Além disso, dos 351 cursos avaliados, cerca de 99 receberam notas baixas (conceitos 1 e 2). Para mais informações sobre os resultados da prova, confira uma matéria do Diário clicando aqui.

Diante desses desdobramentos inquietantes, compreender o funcionamento do exame e garantir um bom preparo são fatores essenciais para reverter esse cenário. Confira, abaixo, os principais critérios utilizados na avaliação.

Objetivo da prova

Segundo a Portaria nº 413, que regulamenta o exame, o artigo 2º estabelece as seguintes finalidades para a aplicação da prova:

  • I – Aferir o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), avaliando habilidades de adaptação à evolução do conhecimento e competências em temas contemporâneos da realidade brasileira e mundial;

  • II – Verificar a aquisição de conhecimentos e competências necessários para o exercício profissional alinhado aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS);

  • III – Estabelecer um instrumento unificado de avaliação da formação médica no Brasil;

  • IV – Fornecer subsídios para a formulação e avaliação de políticas públicas voltadas à formação médica.

Portanto, a implementação do Enamed não visa apenas avaliar os universitários, mas fortalecer a qualidade da medicina em todo o país.

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Divisão da prova

De acordo com o artigo 7º da mesma portaria, a avaliação é dividida com base nas disciplinas previstas nas DCNs:

  1. Banco de Itens: As questões provêm do Banco Nacional de Itens da Educação Superior, fundamentadas na Matriz de Referência publicada pelo Inep.

  2. Áreas de Conhecimento: O exame abrange Clínica Médica, Cirurgia, Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Medicina da Família e Comunidade/Saúde Coletiva e, de forma interdisciplinar, Saúde Mental.

  3. Cenários de Prática: As questões priorizam a Atenção Primária e Secundária, urgência, emergência, cuidados paliativos e estruturas ambulatoriais ou hospitalares de menor complexidade.

A prova teórica é composta por 100 questões objetivas de múltipla escolha. Além disso, os formandos respondem a questionários contextuais e de percepção sobre a avaliação.

Importância do exame

Conforme destacado em artigo oficial do Governo Federal, o exame é a principal referência para analisar a qualidade dos cursos de medicina no Brasil. Por meio dele, é possível identificar pontos fracos que necessitam de reorganização acadêmica, garantindo que a sociedade receba profissionais de saúde devidamente qualificados.

*O texto contém informações do portal gov.br