Carga de tilápia avaliada em R$ 15 mil é apreendida após contaminação com ácido sulfúrico

O caso aconteceu na noite da última terça-feira (17) durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-343, em Piripiri

Cerca de 1,5 mil quilos de tilápias vivas foram apreendidos na noite da última terça-feira (17) durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-343, em Piripiri.

De acordo com a PRF, o caminhão transportava os peixes em nove contêineres com capacidade de mil litros cada. Um dos recipientes, no entanto, já havia sido utilizado para transportar ácido sulfúrico — substância altamente corrosiva e classificada como produto perigoso.

Risco à saúde

O ácido sulfúrico é amplamente utilizado na indústria, especialmente na fabricação de baterias e fertilizantes. A ingestão do composto pode provocar queimaduras graves na boca, garganta e estômago, além de perfurações internas, choque e risco de morte.

Segundo a PRF, recipientes identificados para transporte de produtos perigosos não podem ser reutilizados para levar alimentos, mesmo após limpeza ou descontaminação.

‘Se você transporta um alimento em um recipiente usado para produto perigoso, ele se torna impróprio para o consumo humano. O condutor foi informado de que essa carga irregular vai ser descartada e ele vai assumir as multas fiscais’, afirmou o inspetor Tiago Reale, da PRF.

Destino da carga

Quatro homens, com idades entre 26 e 66 anos, estavam no veículo. Eles informaram que os contêineres foram adquiridos em Parnaíba e que as tilápias haviam sido compradas em Campo Maior, com destino ao comércio de Parnaíba.

O valor estimado da carga era de aproximadamente R$ 15 mil.

Diante da irregularidade, o caso foi enquadrado como crime de venda, exposição à venda ou entrega de mercadoria em condições impróprias ao consumo.

Os peixes foram encaminhados à Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), em Parnaíba, onde serão descartados de forma adequada.

A PRF reforçou que o transporte irregular de alimentos representa risco à saúde pública e pode gerar responsabilização criminal e administrativa aos envolvidos.