Cerca de 27 toneladas de mirtilos congelados foram retiradas do mercado após suspeita de contaminação por Listeria monocytogenes, bactéria capaz de provocar doenças graves e até fatais. Caso aconteceu nos Estados Unidos.
O alerta consta em relatório de fiscalização divulgado pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana.
O recall, identificado pelo número H-0522-2026, envolve 55.689 libras de mirtilos congelados individualmente produzidos pela Oregon Potato Company LLC, que atua como Willamette Valley Fruit Company, na cidade de Salem, Oregon.
Classificação de risco máximo
O recolhimento foi iniciado voluntariamente pela empresa em 12 de fevereiro de 2026, mas ganhou maior gravidade após a FDA classificá-lo, em 24 de fevereiro, como recall Classe I — o nível mais severo adotado pela agência.
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Essa categoria indica probabilidade razoável de que o consumo do produto possa causar consequências sérias à saúde ou até morte. Até a divulgação do relatório, a empresa não havia publicado comunicado oficial sobre o caso.
Distribuição e identificação dos lotes
Os mirtilos afetados foram embalados em caixas de aproximadamente 13 quilos com revestimento plástico e em grandes recipientes de 635 kg. A distribuição ocorreu nos estados de Michigan, Oregon, Washington e Wisconsin, além do Canadá.
Segundo o relatório, os produtos não foram vendidos diretamente ao consumidor em supermercados, sendo destinados principalmente à cadeia industrial e de processamento de alimentos.
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Entre os lotes atingidos estão:
Caixas de 13 kg: códigos 2055 B2, 2065 B1 e 2065 B3 (validade entre 23 e 24 de julho de 2027)
Recipientes de 635 kg: códigos 3305 A1 e 3305 B1 (validade até 25 de novembro de 2027)
Bactéria pode causar infecções graves
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Listeria monocytogenes é responsável pela listeriose, infecção alimentar que pode provocar febre, dores musculares e complicações neurológicas.
O risco é maior para crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com imunidade comprometida. Em gestantes, a infecção pode resultar em aborto espontâneo ou natimorto.
O processo de recolhimento permanece ativo e, até o momento, não há registro de comunicado público da empresa sobre o caso.
Autoridades sanitárias monitoram a situação e reforçam a importância de rastreamento de lotes na cadeia alimentar para prevenir riscos à saúde.