É mito que St. Patrick expulsou as cobras da Irlanda: Entenda o que realmente aconteceu

O Saint Patrick's day (Dia de São Patrício, em português) honra o santo padroeiro irlandês por, supostamente, ter se "livrado" das cobras no território. No entanto, a realidade é diferente do que a lenda diz

Segundo a tradição ligada a São Patrício, o santo teria expulsado todas as cobras da Irlanda após ser atacado por répteis durante um jejum de 40 dias no topo de uma colina

Segundo a tradição ligada a São Patrício, o santo teria expulsado todas as cobras da Irlanda após ser atacado por répteis durante um jejum de 40 dias no topo de uma colina | Wikimedia Commons/Rodhullandemu

Comemorado mundialmente em 17 de março, o St. Patrick’s Day (Dia de São Patrício, em português) é um feriado de origem irlandesa amplamente celebrado em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e até no Brasil. A data homenageia São Patrício, o missionário cristão que, segundo a tradição local, teria expulsado as cobras da Irlanda no século 5 d.C.

Diz o mito que o santo perseguiu os répteis após ser atacado por eles, saindo vitorioso durante um jejum de 40 dias realizado no topo de uma colina. No entanto, especialistas relatam que a história, além de inacreditável aos ouvidos, é cientificamente impossível. Isso porque, durante um processo de vasculhação de fósseis e registros de animais no território, não foi possível encontrar nenhuma evidência de cobras na Irlanda.

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O que realmente aconteceu?

Provavelmente, as cobras nunca chegaram na Irlanda. A maioria dos cientistas aponta que a Era Glacial mais recente, terminada há cerca de 10 mil anos, manteve a ilha fria demais para conseguir manter os répteis.

Após esse período, o aumento do nível do mar criou uma barreira natural, impedindo que esses animais colonizassem a “Ilha Esmeralda”. A região, também conhecida como Ilha da Irlanda, é o terceiro maior arquipélago da Europa.

De acordo com profissionais, os únicos animais que chegaram ao país, antes que o mar se tornasse uma espécie de “barreira”, incluíam ursos marrons, javalis e linces (uma espécie conhecida como “lobo-gato”).

Além das cobras, outros répteis não foram capazes de alcançar o local extremamente frio, como os lagartos comuns e os vivíparos.

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*O texto contém informações dos portais National Geographic e Wikipédia