Adeus, letrinha miúda? Idoso poderá receber fatura em casa pelos Correios

Proposta aprovada em comissão obriga operadoras a enviar fatura física gratuita se o cliente idoso solicitar; prazo é de 5 dias

Aprovado pela Comissão do Consumidor, projeto segue para última etapa na Câmara antes de ir ao Senado

Aprovado pela Comissão do Consumidor, projeto segue para última etapa na Câmara antes de ir ao Senado | Reprodução/ Imagem feita por IA

Está em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei que pode assegurar aos idosos o direito de escolher como desejam receber as faturas e os demonstrativos de cartão de crédito, inclusive na versão impressa e sem custo. O Projeto de Lei 1930/2023 foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

A proposta, apresentada pelo relator, deputado federal Ossesio Silva (Republicanos-PE), prevê que o idoso possa optar por receber os documentos pelos Correios, por e-mail ou em outro formato que permita a impressão. Para clientes com 80 anos ou mais, o texto assegura prioridade no atendimento e gratuidade no envio da fatura física, sempre que solicitada.

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Mudanças no texto original

De acordo com a versão inicial da proposta, a fatura impressa deveria ser entregue com até dez dias de antecedência em relação à data de vencimento. No entanto, o relator reduziu esse prazo para cinco dias, com o objetivo de adequar a medida à realidade operacional das empresas de cartão de crédito.

Além das mudanças relacionadas ao envio de faturas, o substitutivo também propõe alterações no Estatuto da Pessoa Idosa. O novo texto considera prática discriminatória exigir que o idoso compareça pessoalmente a uma agência ou estabelecimento para resolver questões que outros clientes podem solucionar de forma remota, salvo nos casos em que haja exigência legal.

“O novo texto assegura ao idoso a opção de escolher o formato mais adequado para o acompanhamento dos demonstrativos, incluindo o digital, e reforça a proteção contra práticas discriminatórias no acesso a serviços financeiros”, destacou o deputado Ossesio Silva.

Próximos passos

O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo. Se aprovado, será encaminhado ao Senado Federal. Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional e, em seguida, sancionada pela Presidência da República.