Lançado em agosto de 2025, “A Hora do Mal” (Weapons) , dirigido por Zach Cregger (de “Noites Brutais”), não apenas se consolidou como um dos filmes de terror mais aclamados do ano, mas também quebrou um tabu histórico ao conquistar uma indicação ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante para Amy Madigan.
O feito é raro para o gênero, tradicionalmente ignorado pela Academia.
Em entrevista à revista Entertainment Weekly, Cregger revelou que uma das sequências mais impactantes do longa foi inspirada na icônica fotografia “Garota Napalm” , do fotógrafo Nick Ut, que registrou os horrores da Guerra do Vietnã em 1972. A imagem mostra uma criança vietnamita correndo nua após um ataque aéreo com bombas de napalm.
No filme, essa referência visual aparece em uma cena em que crianças desaparecem misteriosamente e são vistas correndo à noite pelas ruas, em um plano que remete diretamente à tragédia retratada por Ut. A escolha estética amplifica o desconforto e a potência dramática da narrativa, conectando o terror sobrenatural a ecos de violência real.
Amy Madigan: do terror ao Oscar, 41 anos depois
Aos 74 anos, Amy Madigan vive a vidente excêntrica da trama, uma personagem enigmática que guia parte da investigação sobre os desaparecimentos.
A atuação foi celebrada pela crítica e ganhou força ao longo da temporada de premiações, culminando com a vitória no Critics’ Choice Awards e, finalmente, a indicação ao Oscar – a segunda de sua carreira. A primeira havia sido em 1985, por “Duas Vezes na Vida”.
A nomeação de Madigan representa não apenas um reconhecimento pessoal, mas um marco para o cinema de terror, que raramente ocupa espaços de destaque na maior premiação do cinema mundial.
Oscar 2026: cerimônia acontece neste domingo
A edição de 2026 do Oscar será realizada no próximo domingo, 15 de março, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pela Globo, TNT e HBO Max, a partir das 22h.
No Brasil, a HBO Max apostou em uma campanha criativa para torcer pelo país na corrida ao Oscar. Em um vídeo promocional, a atriz Tânia Maria, caracterizada como a vidente de “A Hora do Mal” – com figurino excêntrico, cabelo vermelho e colares chamativos – surge em tom ritualístico desejando sorte ao cinema brasileiro, representado pelo filme “O Agente Secreto” , estrelado por Wagner Moura.
A ação mistura humor e referências pop ao reunir também personagens do longa “Pecadores” , estrelado por Michael B. Jordan, e celebra a força do cinema nacional em um ano de conquistas históricas para o gênero de terror.
