O início dos voos comerciais no futuro aeroporto de Guarujá, no litoral de São Paulo, pode ficar apenas para 2027. Embora as obras do terminal avancem, etapas técnicas obrigatórias ainda precisam ser concluídas antes da autorização para operação do equipamento.
O empreendimento, conhecido como Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá, está sendo implantado dentro da Base Aérea de Santos e é considerado estratégico para ampliar a conectividade da Baixada Santista.
A Prefeitura abriu uma concorrência eletrônica para contratar uma empresa responsável por elaborar dois estudos técnicos exigidos para a operação do aeroporto: o Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromos (PBZPA) e o Plano de Zona de Proteção de Auxílios à Navegação Aérea (PZPANA).
Esses documentos são fundamentais para identificar e controlar possíveis obstáculos físicos — como prédios ou torres — e interferências eletromagnéticas que possam afetar a navegação aérea.
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Estudos podem levar mais de um ano
De acordo com o edital da licitação, os estudos têm custo máximo estimado em cerca de R$ 2,49 milhões e deverão ser concluídos em até 14 meses após a emissão da ordem de serviço.
O cronograma prevê que os dois últimos meses sejam destinados à análise e tramitação dos documentos junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão do Ministério da Defesa responsável pela gestão do espaço aéreo e pela autorização de operações aeronáuticas no país.
Com esse prazo, a conclusão das etapas técnicas pode empurrar o início dos voos comerciais para 2027, mesmo que a infraestrutura física do aeroporto seja finalizada antes.
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Projeto prevê voos regionais
O novo aeroporto deverá receber inicialmente aeronaves de pequeno porte, com capacidade aproximada para até 50 passageiros por voo. A estrutura faz parte de um projeto dividido em fases, cuja primeira etapa — incluindo a pista de pouso e decolagem — foi concluída em 2025.
A expectativa é que o terminal amplie a mobilidade aérea da região, facilite o acesso turístico ao litoral paulista e estimule novos investimentos na Baixada Santista.
Licitação já havia sido cancelada antes
Esta não é a primeira tentativa do município de contratar os estudos técnicos. Uma licitação anterior, aberta em dezembro de 2024, acabou sendo revogada posteriormente pela administração municipal.
Com a nova concorrência, a prefeitura busca destravar a etapa regulatória necessária para a homologação do aeroporto e o início das operações comerciais.
