Nova lei federal reduz impostos e pode salvar empregos no polo industrial de Cubatão

Sanção amplia benefícios fiscais à indústria química, reduz custos e mira retomada de empregos em Cubatão e no setor nacional

Polo industrial de Cubatão, um dos mais relevantes do Brasil, está entre os principais beneficiados

Polo industrial de Cubatão, um dos mais relevantes do Brasil, está entre os principais beneficiados | Daniel Villaça/DL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que amplia os benefícios fiscais para a indústria química brasileira — medida que pode ter impacto direto na preservação de empregos e na retomada econômica de regiões estratégicas como Cubatão.

A iniciativa fortalece o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), com redução superior a 60% nas alíquotas de PIS/Cofins sobre insumos essenciais do setor.

A cadeia química responde por cerca de 11% do PIB industrial e movimenta aproximadamente 2 milhões de empregos diretos e indiretos no país.

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Impacto direto em Cubatão

O polo industrial de Cubatão, um dos mais relevantes do Brasil, está entre os principais beneficiados. A região concentra cerca de 25 grandes empresas dos setores petroquímico, siderúrgico, químico e de fertilizantes.

A redução da carga tributária deve aliviar custos operacionais, incentivar novos investimentos e ajudar a conter perdas recentes no setor.

Nos últimos meses, o polo enfrentou um cenário preocupante, com o encerramento de atividades de empresas importantes como a Unigel e a Yara Brasil, que reduziram ou interromperam operações na cidade.

Prefeito destaca defesa da indústria

O prefeito César Nascimento destacou que a medida é essencial para proteger empregos e a economia local. “Garantir que nossas indústrias estejam bem é proteger o emprego do trabalhador cubatense. É garantir o pão na mesa das famílias”, afirmou.

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Ele reforçou que a indústria segue como base econômica do município. “A indústria sempre foi o coração de Cubatão. Temos o dever de garantir que ela continue gerando renda e oportunidades.”

Competitividade em cenário global

Durante o anúncio, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que a medida chega em um momento estratégico, marcado por pressões internacionais sobre custos de produção.

“Com a guerra, aumentou o preço do gás natural e dos insumos. É nesse momento que reduzir impostos melhora a competitividade e estimula investimentos”, afirmou.

A ampliação do programa eleva os recursos previstos de R$ 1,1 bilhão para R$ 3,1 bilhões em 2026, segundo o governo federal.

Efeito em cadeia na economia

Os insumos contemplados pela nova lei são utilizados em diversos setores, o que pode gerar impacto em toda a economia: Indústria farmacêutica, Cosméticos, Construção civil, Alimentos e embalagens, Setor automotivo e eletrodomésticos.

A expectativa é de redução de custos ao longo da cadeia produtiva, com possível reflexo também no preço final de produtos ao consumidor.

Além disso, a medida inclui itens estratégicos como gás natural, amônia e derivados usados na produção de resinas, fundamentais para a indústria nacional.