Taxa ambiental de veículos passa a valer em paraíso famoso do Litoral Norte de SP

TPA entra em vigor com valores de até R$ 140; medida mira turismo sustentável e isenta moradores e carros oficiais

Segundo a administração municipal, o sistema já vinha sendo testado desde o dia 20 de março

Segundo a administração municipal, o sistema já vinha sendo testado desde o dia 20 de março | Divulgação/PMI

A Prefeitura de Ilhabela iniciou nesta terça-feira (31) a cobrança da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), voltada a veículos que acessam o município do Litoral Norte paulista.

A medida tem como objetivo reforçar ações de conservação, manutenção urbana e proteção do patrimônio natural da cidade.

Segundo a administração municipal, o sistema já vinha sendo testado desde o dia 20 de março, com capacitação de equipes e ajustes operacionais. Com o fim dessa fase, a cobrança passa a valer de forma definitiva.

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Quanto custa a TPA em Ilhabela

Os valores variam conforme o tipo de veículo:

  • Motocicletas: R$ 10
  • Carros de passeio, utilitários e kombis: R$ 48
  • Vans: R$ 70
  • Caminhões: R$ 70
  • Micro-ônibus: R$ 100
  • Ônibus: R$ 140

O pagamento pode ser feito por meio de tags eletrônicas, Pix ou boleto bancário.

Taxa ambiental em Ilhabela, no Litoral Norte, passa a valer nesta terça-feira (31)Taxa ambiental em Ilhabela, no Litoral Norte, passa a valer nesta terça-feira (31) (Divulgação/PMI)

Quem não precisa pagar

Estão isentos da taxa:

  • Veículos registrados em Ilhabela
  • Veículos registrados em São Sebastião
  • Veículos oficiais e de órgãos públicos
  • Objetivo é controlar fluxo e preservar a cidade

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De acordo com a Prefeitura, a TPA busca equilibrar o fluxo turístico com a capacidade do município, incentivando um modelo mais sustentável de visitação. A proposta é garantir que moradores e turistas encontrem uma cidade mais limpa, organizada e com melhor preservação ambiental.

A gestão municipal também informou que a aplicação dos recursos será acompanhada por relatórios trimestrais enviados à Câmara Municipal, com prestação de contas detalhada sobre os investimentos realizados.

A cobrança segue modelo já adotado em outros destinos turísticos do Brasil e reforça a tendência de cidades que buscam controlar o impacto do turismo sobre áreas ambientais sensíveis.