O projeto de construção de uma super tirolesa que ligaria o Pão de Açúcar ao Morro da Urca, no Rio de Janeiro, foi suspenso por decisão judicial. A obra estava quase pronta, mas ambientalistas e moradores alegam riscos graves para o monumento.
Aqui fica o resumo do caso, ideal para ler rapidamente no ecrã do telemóvel:
- Quase concluída: A tirolesa estava a 95% da sua execução quando os trabalhos foram interrompidos por ordem do juiz.
- Descida radical: O percurso teria 755 metros de extensão e permitiria atingir velocidades de até 100 km/h, funcionando em paralelo com o tradicional teleférico (“bondinho”).
- O argumento ambiental: Os opositores defendem que as escavações necessárias na rocha desfigurariam um local que é classificado como Património da Humanidade pela Unesco.
- Indemnização pesada: A sentença determina ainda o pagamento de 30 milhões de reais por danos causados ao monumento histórico.
O alto do Pão de Açúcar coberto por neblina e ainda assim belíssimo – Deise Elen/PexelsA critério de curiosidade, você sabia que a praia mais perfeita do Brasil está no RJ?
O impasse
A empresa concessionária que gere o espaço defende que as obras aproveitam áreas que já tinham construções antigas e que o impacto na rocha é mínimo. Por outro lado, os moradores e ativistas que lideraram a contestação consideram a decisão uma vitória histórica para a conservação do Rio de Janeiro.
O que acontece agora?
A disputa legal promete continuar. Como a empresa responsável já anunciou que vai recorrer da decisão nos tribunais superiores, a atração turística permanece suspensa e sem data para avançar.
E ainda falando de tirolesa, você sabia que a maior do mundo, com 3,4 km, está no Brasil?
Modelo de super tirolesa semelhante a que estava sendo instalada no Rio de Janeiro – Laker/Pexels