Se você se assustou com a quantidade de raios e o barulho dos trovões no final de tarde e começo de noite desta quinta, dia 2 de abril de 2026, no litoral de SP, a culpa não é de uma frente fria comum. O fenômeno da vez se chama VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis).
Imagine um redemoinho gigante de vento girando a 10 km de altura, bem lá no topo da atmosfera. É exatamente isso que aconteceu sobre o estado de São Paulo e a Baixada Santista.
O efeito “aspirador de pó”
Esse “redemoinho” funciona como um aspirador potente: ele puxa todo o calor e a umidade que estavam parados aqui no litoral e os joga para o alto com muita velocidade. Quando esse ar quente sobe rápido demais e encontra o ar gelado lá de cima, o choque é violento.
A fábrica de eletricidade
É esse movimento de “subida e descida” frenético dentro das nuvens que cria o atrito necessário para gerar eletricidade.
- As nuvens ficam gigantes: Elas crescem muito verticalmente, virando verdadeiras “pilhas” elétricas.
- Descargas em série: Por serem nuvens muito altas e carregadas, a quantidade de raios e o eco dos trovões (o som expandindo no ar quente) são muito maiores do que em uma chuva normal.
Sistema mostra toda a formação do VCAN e como ele ganha força – Imagem ilustrativa gerada por IAO que esperar agora?
Como o centro desse “redemoinho” é calmo, a chuva pode parar de repente em uma cidade e cair com força total na vizinha. A tendência é que esse sistema se desloque para o mar entre a noite de hoje e a manhã de sexta-feira, mas o alerta de raios continua valendo enquanto o céu estiver escuro e carregado.
Instabilidade na Páscoa
O final de semana de Páscoa será de muito calor, mormaço e tempo abafado em todo o litoral paulista, com riscos para chuvas fortes durante a tarde, principalmente no domingo, dia 5.
