O complexo industrial da J. Macêdo ganhou uma nova unidade em Londrina, no Norte do Paraná, inaugurada no último dia 26 de março. Proprietária de marcas consagradas como Dona Benta e Sol, a companhia investiu R$ 300 milhões na planta, que possui capacidade para processar 200 mil toneladas de trigo por ano.
Com 200 colaboradores diretos, a fábrica ocupa uma área de 276 mil metros quadrados. A unidade faz parte da estratégia de expansão da J. Macêdo, incorporando tecnologias de última geração e altos níveis de automação para elevar a capacidade produtiva.
Implementação
Atualmente em processo de estruturação com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades (Secid), a indústria da J. Macêdo foi a primeira a se instalar na nova Cidade Industrial de Londrina. O espaço contou com um investimento de R$ 38,7 milhões para sua obra, chegando a 83% de execução, segundo a última medição.
Entre os serviços realizados estão terraplenagem, drenagem, pavimentação, urbanização, redes de água e esgoto, iluminação pública, ensaios tecnológicos e serviços complementares, em uma área total de 395 mil metros quadrados.
Sobre a fábrica
Construído do zero, o espaço tem capacidade de moagem de 660 toneladas de trigo por dia, enquanto os silos podem armazenar até 42 mil toneladas de grãos. Vale destacar que esses valores podem aumentar no futuro, visto que a unidade foi projetada em formato modular, o que permite expansões sem prejudicar a operação existente.
A estrutura conta com moinho de trigo, silos de armazenagem e um Centro de Distribuição (CD). Este complexo servirá como um hub logístico para as regiões Sul e Sudeste, atuando em apoio à unidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo.
Sobre a J. Macêdo
Considerada uma das maiores empresas alimentícias do Brasil, a J. Macêdo foi fundada no Ceará, em 1939. Hoje, é referência nacional nos segmentos de farinha de trigo para uso doméstico e misturas para bolos.
Além de Dona Benta e Sol, o grupo é detentor das marcas Petybon, Brandini e Boa Sorte, atuando também nos setores de fermentos químicos e biológicos, biscoitos, salgadinhos e sobremesas.
Com cerca de 3 mil colaboradores em suas diversas unidades, a empresa mantém ainda uma Linha Profissional, com um portfólio robusto que inclui farinhas de panificação, fermentos e misturas técnicas para pães e bolos.
Projeto P3 Avança
Ao mesmo tempo, a Sooro Renner, considerada uma das principais empresas do setor de nutrição, está construindo um centro estratégico para a produção de derivados de soro de leite. Batizada de Projeto P3, a unidade representa o maior investimento privado da história do município, totalizando R$ 800 milhões em aportes.
As obras estão em andamento desde março de 2025, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. A previsão é que a planta industrial esteja concluída ainda em 2026, com o início das operações previsto para 2027.
Entretanto, não é apenas o Paraná que está com construções de novas fábricas. Considerada líder global em tecnologias para eletrificação e redes de energia, a Hitachi Energy anunciou uma nova fábrica em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.
Como chegar em Londrina?
1. Carro (Aproximadamente 6h a 7h)
- A distância é de cerca de 530 km a 560 km, dependendo da saída escolhida de São Paulo. As duas principais rotas são:
- Via Rodovia Castelo Branco (SP-280): É o caminho mais comum e confortável por ter pistas duplicadas em quase todo o trecho paulista.
- Siga pela Castelo Branco até as proximidades de Ourinhos.
- Cruze a divisa para o Paraná e siga pela BR-369, que passa por cidades como Cornélio Procópio até chegar a Londrina.
- Via Rodovia Raposo Tavares (SP-270): Uma alternativa que passa por cidades como Itapetininga e Assis.
- Embora tenha muitos trechos duplicados, pode ser um pouco mais cansativa devido ao tráfego de caminhões e variações na pista ao entrar no Paraná.
- Pedágios: Prepare-se para diversas praças de pedágio ao longo do caminho, tanto no lado de São Paulo quanto no trecho paranaense.
2. Avião (Aproximadamente 1h15 de voo)
- É a forma mais rápida. Existem voos diretos diários partindo dos três principais aeroportos da região metropolitana:
- Congonhas (CGH) e Guarulhos (GRU): Voos operados pela LATAM e GOL.
- Viracopos (VCP – Campinas): Voos operados pela Azul.
- O desembarque ocorre no Aeroporto de Londrina (LDB), que fica bem localizado, a cerca de 10-15 minutos do centro da cidade.
3. Ônibus (Aproximadamente 8h a 9h)
- As principais empresas que operam o trecho são a Viação Garcia e a Brasil Sul.
- Saída: Terminal Rodoviário da Barra Funda (é o principal terminal para rotas rumo ao Paraná).
- Conforto: Existem opções desde o convencional até o leito-cama, que são ideais para viagens noturnas.
