Os acordes de ‘Grenade’, um dos sucessos de Bruno Mars, vem do fundo da casa, na ensolarada manhã. Eles são tirados pelas mãos de Evelin, de 13 anos, uma moça de pouca fala, principalmente quando está se dedicando às aulas de piano. Tímida, ela responde às perguntas com respostas curtas, como quem não quer perder a atenção nos ensinamentos da professora.

Evelin é uma das garotas que recebe atendimento na Casa Vó Benedita, uma instituição que cuida de crianças e adolescentes de zero a 18 anos. No local, as aulas de piano atraem um pouco mais do que as aulas de flauta, mas embalam o trabalho dos funcionários e voluntários.
Uma das voluntárias é a dedicada professora de Música Jacqueline Angel de Oliveira Snelder, de 27 anos. Ela foi conhecer a Casa Vó Benedita e foi “ficando, ficando”…Não parou mais.
O interesse dela pela instituição partiu de um questionamento de seu pai, holandês Rudolph, que queria saber da filha se havia uma entidade na Cidade que realizasse um sério trabalho. Chegar à Vó Benedita foi questão de tempo. Pouco tempo.
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“As aulas começaram com poucos alunos, mas agora são concorridas. Se eu falto, os alunos me mandam mensagens no celular”, comenta, brincando, a voluntária.
As concorridas aulas seguem das 17 às 20 horas. E há casos de mesmo quem deixou a casa volte apenas pelas aulas.
Histórias são preservadas
Cada pessoa tem uma história. De onde veio, porque está ali, etc. E isso é preservado na Casa Vó Benedita através do Projeto “Fazendo Minha história”.
A ideia é fazer com que cada assistido não perca os principais momentos de sua vida, segundo explica Beth. Ao participar do projeto, a criança conta detalhes para os voluntários e tudo é registrado.