A principal lição é a cidadania

A organização realiza oficinas de complemento escolar, esportes, música, dança, teatro e atividades lúdicas, para 560 crianças e adolescentes carentes

A música pode transformar uma vida? Em uma sala simples, cada nota aprendida dá o tom e a harmonia necessários à esperança, uma composição que pode inspirar uma criança a construir um futuro próspero, acreditando, acima de tudo, em si mesma. Essa é uma das principais lições ensinadas pela organização não governamental Pró-Viver: A Ação Gerando Transformação aos alunos por meio de um dos projetos denominado “Sons do Futuro”.

Segundo a coordenadora pedagógica e psicopedagoga da Pró-Viver, Rosângela da Cunha, sete projetos sociais e educacionais estão em curso. São eles: “Sons do Futuro”, “100% Criança”, “Jogando Limpo com Nossas Crianças”, “Prevenir”, “Nutrir”, “Informática Básica” e “Panificação Industrial”. Os dois últimos são de capacitação profissional.

Crédito: Luiz Torres/DL

“A missão da Pró-Viver é transformar a vida das crianças. Se está difícil hoje, a gente dá esperança a eles de que a coisa pode melhorar e que depende deles, preparando os nossos pequenos para exercerem a cidadania com responsabilidade, através da educação e da informação”, afirma Rosângela.

“A Educação é a base para se conscientizar sobre seus direitos e deveres. A educação prepara a pessoa para um futuro com dignidade, respeito e responsabilidade. A educação é a base para um bom exercício da cidadania”, destaca Rosângela.

A Pró-Viver atende entre 540 e 560 crianças e adolescentes carentes, na faixa etária de 4 a 14 anos e 11 meses, de forma totalmente gratuita. A assistência se estende aos pais.

“A gente atende crianças em vulnerabilidade social fora do horário escolar. Oferecemos atividade de artes, artesanato, complemento escolar, informática, esporte, música e dança. A gente procura englobar todas essa gama de atividades porque é o que tira as crianças da rua, é o que afasta o pensamento das drogas, então a gente procura fazer com que eles tenham atividade que preencham o dia”, explica a coordenadora.

As aulas são ministradas no período matutino, das 7h30 às 11h30, para quem estuda à tarde, e à tarde, das 12h30 às 16h30, para os que frequentam escola de manhã. São oferecidas duas refeições em cada turno.  

“A gente procura fazer roda de conversa abordando todo tipo de assunto com eles (alunos), fazendo a cultura da paz, a não violência, o respeito ao próximo, o não bulling, a questão das drogas. A gente alerta eles também sobre o abuso sexual e trabalho infantil, conscientizando não só as crianças como as famílias também nas reuniões”, diz Rosângela.

A ong mantém cinco unidades em parceria com igrejas. São elas: Pró-Viver Centro – Primeira Igreja Batista, Pró-Viver – Igreja Presbiteriana Getsemani – Congregação Morro da Penha, Pró-Viver Igreja Batista do Marapé e Pró-Viver Igreja Presbiteriana Getsemani – Congregação Areia Branca.

Já a Pró-Viver Santa Maria em parceria com a Comunidade Pão Vivo será fechada. A unidade está localizada na Avenida Jovino de Melo, nº 1054, na Zona Noroeste.

A igreja abrirá sua própria instituição. Atualmente, a Pró-Viver Santa Maria atende uma média de 50 crianças.  



Crédito: Luiz Torres/DLEspaço Família

A coordenadora pedagógica também informa que a ong realiza reuniões mensais com os pais dos alunos, em todas as unidades. Esse programa chama-se “Espaço Família”.

Rosângela explica que em cada reunião é abordado um tema diferente como violência sexual, drogas, bullying entre outros. Algumas vezes, um profissional especialista é convidado para fazer a palestra sobre o tema e esclarecer dúvidas dos presentes.

A psicopedagoga observa que a integração com os pais é fundamental para a continuidade do desenvolvimento social e educacional da criança dentro de casa.  

Parceiros

A Pró-Viver conta com os seguintes parceiros: Prefeitura de Santos, Fundação Telefônica, Fundação Abrinq e Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santos (CMDCA).