Voluntário é aquele que se faz ou deixa de fazer, sem coação nem imposição de ninguém; que está em nosso poder ou que depende do nosso livre-arbítrio fazer ou deixar de fazer. Algo feito espontaneamente, por vontade própria, sem constrangimento ou obrigação. No Rio Grande do Sul, diz-se do cavalo que está sempre pronto para a marcha, que não é lerdo, que não precisa ser estimulado para andar.
De uma forma mais abrangente, ser voluntário é, primeiramente, doar-se. Ajudar o próximo para se sentir completo. É para isso que 110 voluntários se formaram em Doutores do Riso. Esse é o número que compõe o grupo de Idalina. Conheça algumas das pessoas que usam o riso para amenixar e até curar as dores das crianças internadas em hospitais da Cidade e seus pais.
Doutora Alegria Risadinha
Idalina Galdino Xavier, fundadora
“Ser voluntário é um presente de Deus. É também uma forma de agradecimento por tudo que Ele nos deu e dá sem merecermos”. Idalina é conselheira tutelar e trabalha como voluntário em hospitais desde os anos 80. Primeiro, ela começou em um grupo que atuava na Santa Casa de Santos, mas depois viu a necessidade de criar um grupo que também atendesse as comunidades carentes. Foi quando ele e mais alguns amigos fundaram a Organização Não Governamental (ONG) Associação Alegria, Solidariedade e Cidadania (A.S.S Cidadania), conhecidos como Doutores Voluntários do Riso.

“Não adianta só trabalhar, só estudar para ganhar muito dinheiro e esquecer que existe, do outro lado, uma sociedade injusta. E essa sociedade esquecida um dia vai cobrar de nós ou de nossos netos. Então, não adiantará blindar os carros, colocar alarme… Uma hora a gente tem que descer do carro e entrar em casa, pode ser este o momento em que a sociedade irá cobrar o teu descaso, a tua falta de tempo para se preocupar com as crianças”.
Doutor Allegreto
Gian Karlo Xavier

Doutor Allegreto é filho da Doutora Alegria e acompanha a mãe em todos os eventos de voluntariado desde a fundação da associação. “Hoje, graças ao serviço voluntario, sou um homem mais feliz e consciente das alegrias que divido com as pessoas que amo. Sei, com mais convicção, que cada dia vivido, cada brisa que sinto, cada passo com minhas pernas saudáveis, são presentes que recebi e que devo valorizar”.
Doutora Kika
Erika Giovanna Xavier Vasconcelos

Kika é psicopedagoga, professora de educação física e educação infantil. O voluntariado também está no sangue. Ela acompanha a mãe e o irmão – Idalina e Gian – no serviço desde muito cedo. Segundo ela, faz trabalho voluntário desde que se conhece por gente. “Este é o melhor trabalho do mundo, cada milímetro de amor que você dá recebe setenta vezes setenta a mais. É como se fosse um poço inesgotável de prazer. Quando colocamos o amor na frente, as regras, as convenções, o que as pessoas irão dizer ou pensar não importa, porque colocamos o amor como prioridade”.
Doutora Alegra
Ligia Souto Dubra
Ligia faz parte do grupo há cinco anos. Hoje está na coordenação da associação e é responsável pela abordagem das crianças. “O trabalho da A.A.S. Cidadania não consiste em fazer o acompanhamento das crianças, mas sim serem multiplicadores da consciência para que a criança tenha sempre seus direitos, integridade física e moral respeitados”.
Doutora Janinha
Janaína Moraes
Janinha, como é carinhosamente conhecida no grupo, trabalha como Doutora do Riso há dois anos. ”Conheci o projeto da ONG através da Idalina, amiga de minha mãe, que sempre me convidava para participar das atividades desenvolvidas pela entidade. Certo dia, resolvi aceitar o convite e fiquei maravilhada com tudo que vi. Percebi que os objetivos da A.A.S.Cidadania são fundados em base sólidas de amor ao próximo, de respeito à humanidade, ao planeta e de comprometimento com a vida”.
Doutora Drica Ripilika
Adriana Nóbrega Madeira
A Drica não tinha tempo para nada, mas arrumou um tempo para ser voluntária. Hoje, a vida dela só faz sentido se for para servir ao próximo. “Eu sempre quis fazer trabalho voluntário, mas nunca tive tempo, ou melhor, nunca arrumava tempo. Depois que vi minha tia fazer tanta coisa e ainda assim ir aos hospitais nos fins de semana, me senti envergonhada e aos poucos fui me chegando ao trabalho voluntário”.
Doutora Déia Lilika
Andrea Cristina da Nóbrega
Déia é irmã gêmea de Drica. E além da aparência, elas têm uma história parecida em relação ao voluntariado. “Ela se tornou voluntária primeiro, mas o voluntariado vicia. É muito gostoso fazer o bem, ajudar as pessoas. Reclamamos de tudo e nos esquecemos de olhar para trás, ou melhor, ao nosso redor. Temos que deixar de ser egoístas e pensar só em nossa família. Vivemos numa sociedade que grita por igualdade, por respeito, por amor”.
Doutora Poula Amore
Ana Paula Ursini Ayres
Poula trabalha no Doutores Voluntários do Riso desde 2008. Ela é cabelereira, tem 31 anos e ama o voluntariado. “Em 2005, Idalina me convidou para fazer parte deste projeto. Embora me interessasse muito, não abracei a causa de imediato. Somente após três anos, percebi que o meu coração foi chamado. É a minha hora, o meu momento de me doar. Sempre achei que o voluntariado nada mais é que uma
ligação inerente a todo ser humano”.