Ser independente. Um sonho que já começa a povoar os sonhos de qualquer menina de 11 anos. No entanto, para Laila Vitória, a luta por este sonho não vai começar só quando ela completar a maioridade: a busca já começou. A menina, esperta e cheia de energia, tem uma condição neurológica chamada de Paralisia Cerebral Espástica que provoca rigidez muscular e impede o movimento das pernas corretamente. Hoje, ela depende de cadeira de rodas e andador para se locomover, além do total cuidado dos pais e do carinho dos dois irmãos mais novos – Luan, de sete anos, e Levi, de três. “Ela tem os sonhos dela e todas as vontades que uma menina de 11 anos tem. Ela ainda é bem infantil para idade dela porque não convive muito fora de casa ou da escola, mas é muito esperta e ciente da condição dela. Ela tem muita vontade de andar”, explica a mãe Luciene Silva dos Santos.

A família santista, residente no bairro Rádio Clube, na Zona Noroeste, tem a esperança de realizar este sonho de Laila. Existe a possibilidade da filha mais velha andar corretamente no andador, muletas ou até mesmo sem auxilio. Mas para isso, Laila precisa fazer uma cirurgia chamada Rizotomia Dorsal Seletiva (Selective Dorsal Rhizotomy – SDR).
A dificuldade é o custo para este tratamento: R$ 180 mil. A cirurgia está marcada para o próximo dia 29 de setembro e será feita no Hospital St. Louis Children, em Missouri (EUA). Luciene e Laila embarcam no dia 25 de setembro e só retornam ao Brasil no dia 26 de outubro. “Começamos uma campanha em outubro do ano passado e já arrecadamos cerca de R$ 140 mil. Ainda faltam R$ 40 mil. Estou buscando ajuda de todas as formas para realizar este sonho da Laila. Agora estamos focados na rifa, que premiará cinco pessoas, e também em eventos em prol da minha filha”, explica Luciene.

Além da cirurgia, Laila precisará passar por uma terapia intensiva por dois anos e todo este tratamento tem um custo. “Hoje ela faz fisioterapia todos os dias. Dois dias faço no serviço público e ganho transporte da Prefeitura, mas nos outros dias os custos são próprios e a clínica é particular. Mas está dando muito resultado. Para conseguir manter este tratamento, eu promovo bazares todo mês”, conta a mãe.
Em agosto, o Diário do Litoral adiantou a edição do DL Solidário – que costuma sair na última sexta-feira de cada mês – para ser mais um nesta corrente de solidariedade. A diferença pode ser feita na vida da Laila se cada um usar o que tem para ajudá-la.