Obras santistas avançam de formas distintas

Cronograma de obras em pontos diferentes da Cidade evidenciam distância entre as regiões

Contraste. Essa é a palavra que se sobressai quando analisamos o cronograma de obras em pontos diferentes de Santos e o investimento destinado para cada uma delas. De acordo com a Prefeitura Municipal, atualmente há 43 obras em andamento na Cidade, com valor total de investimento de R$ 152 milhões. 

O Diário do Litoral esteve em alguns pontos descentralizados de Santos e fez um comparativo entre eles. A estrutura e a constância de obras na Praça da Independência, no Gonzaga, foi comparado com as construções na Praça da Paz Universal, na Zona Noroeste de Santos. Os motivos para reforma do piso da Praça Mauá, no entorno da Prefeitura Municipal de Santos, foram analisados com os investimentos na Praça dos Andradas, ao lado do Terminal Rodoviário. Por fim, a reurbanização da ciclovia da Orla foi estudada ao lado da implantação da malha cicloviária na Zona Noroeste da Cidade.

Praça da Independência

Desde o início de 2013, a Praça da Independência, situada no coração do Gonzaga, passou por dois processos de melhorias. O primeiro foi em janeiro, com a ampliação da iluminação.  Foram instalados oito postes com duas luminárias com lâmpadas de 400W de vapor metálico. Além disso, houve a implantação de 14 refletores metálicos verdes nas sete palmeiras, além de 16 refletores voltados para o monumento dos Andradas. O valor do pacote, que incluiu também a iluminação das 19 palmeiras imperiais do trecho da Avenida Ana Costa até a Praça, foi de R$ 592.794,70, provenientes do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias(Dade).

Em julho de 2014 uma nova intervenção foi realizada na Praça. Foram implantados jardins temporários no lugar das fontes, na primeira etapa de revitalização do projeto paisagístico. De acordo com a Prefeitura, a obra foi realizada sem custo pela Secretaria de Serviços Públicos, por meio da Coordenadoria de Paisagismo (Copaisa)

Para 2016 está prevista a revitalização da praça, que prevê o retorno da fonte luminosa e a reforma do mosaico português. O custo é estimado em R$ 1,1 milhão, verba também proveniente do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade).

Em visita ao local, o DL constatou que a praça está em boas condições. O piso está nivelado, a manutenção do jardim está em dia e a iluminação está funcionando de forma plena.

Praça da Paz Universal

Já a reurbanização da Praça da Paz Universal teve início em março de 2014 e segue em obras até o momento, após paralisação de sete meses.

O projeto, que prevê a reforma total do espaço, além da construção de um Cras (Centro de Referência em Assistência Social), salas multiusos, áreas de exposições, cineteatro e quadra poliesportiva, tem custo de R$ 4,07 milhões (R$ 3,07 milhões do Governo Federal, via PAC Praças e contrapartida de R$ 993 mil da Prefeitura) e prazo de entrega inicial de oito meses.

A obra foi paralisada em fevereiro de 2015, já com atraso no cronograma de entrega. Na ocasião, a Prefeitura esclareceu que houve demora no repasse de recursos do Governo Federal. Em setembro, as obras foram retomadas com previsão de entrega para fevereiro de 2016.

Durante o tempo em que ficou paralisada, a obra se tornou reduto de usuários de drogas, de acordo com os moradores do Jardim Castelo. Em visita ao espaço na semana passada, o DL constatou que a construção avançou, mas o entorno do espaço continua depredado e sem atenção do Poder Público.

Praça Mauá

Em junho de 2015, teve início a reforma na Praça Mauá, no Centro de Santos. A intervenção está modificando 4.900 m² de mosaico português em todo o entorno do Paço Municipal da Cidade.

Além disso, foi construída uma esplanada para a realização de eventos, padronização das bancas de jornais e reforma de estruturas antigas, como monumentos. A obra custou R$ 1,3 milhão, proveniente do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade).

Em visita ao local, o DL constatou que a obra segue o cronograma estabelecido, estando adiantada e dentro do prazo de entrega, previsto para este mês.

Praça dos Andradas

Rota quase que obrigatória para turistas que chegam e saem da Cidade, a última reforma da Praça dos Andradas aconteceu na antiga gestão, em setembro de 2012. Na ocasião, o espaço foi remodelado com a ampliação da iluminação, reforma no piso de mosaico português, recuperação dos bancos de madeira e revitalização da fonte. O investimento foi de R$ 250 mil, com recursos da Prefeitura.

Atualmente, o espaço está com algumas luminárias deterioradas. A folhagem alta das árvores e a falta de policiamento também é queixa constante de pessoas que visitam o local. Além disso, a obra na Cadeia Velha tirou temporariamente de circulação um importante espaço cultural da Praça.

Durante visita do DL, funcionários da Prefeitura de Santos realizavam serviços de manutenção e limpeza na fonte.

Ciclovia da Orla

A obra de reforma e recuperação da ciclovia da Orla teve início em julho de 2015, após a constatação de trechos deteriorados. O processo prevê a melhoria dos cinco quilômetros de pista, entre o Emissário Submarino (José Menino) e o Canal 6 (Aparecida), com adequação do sistema de drenagem nos cruzamentos e nivelamento do piso com o passeio, além de concreto pigmentado na cor vermelha.

O DL passou pelo trecho, que está com as obras em dia e bem sinalizadas. Enquanto reformas são feitas na ciclovia da praia, na altura do Canal 5, a ciclovia foi transferida para uma faixa na praia, protegida por redes vermelhas em toda a extensão.

O investimento na reforma foi de R$ 5.021.328,99, com recursos do Governo Estadual, por meio do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade).

Ciclovia Zona Noroeste

Em fevereiro de 2015, teve início o processo que visa a implantação de 5,7 km de ciclovias na Zona Noroeste. O objetivo é interligar com segurança os bairros São Jorge, Castelo e Santa Maria.

As frentes de trabalho acontecem em cinco via importantes da região: Avenida Eleonor Roosevelt, Avenida Jovino de Melo, Avenida Afonso Schimidt, Rua Aprovada e no Entorno do Jardim Botânico. Juntas, as obras custam R$ 7,1 milhões, verba proveniente do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade).

Em visita à Zona Noroeste, o DL registrou falta de sinalização adequada nas obras. Na avenida Nossa Senhora de Fátima, por exemplo, parte da via possui buracos, além dos constantes alagamentos.