Após assassinato, Catiapoã pede segurança

Estudante de 14 anos foi esfaqueado na manhã de ontem, enquanto ia para escola; queixa de insegurança é antiga

A caminho da escola, às 7h da manhã, a vida de Allan Abadia Bispo, de 14 anos, foi interrompida com uma facada na manhã de ontem. Abordado por dois criminosos e sem nada para entregar, o estudante foi esfaqueado na região do tórax. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu aos ferimentos.

A violência na região do Catiapoã é uma crítica constante de moradores e pessoas que frequentam o local. O trecho onde Allan foi morto, entre a Rua Genivaldo José Damasceno e a Viela Particular P. Duarte, fica entre duas unidades de ensino: o Centro de Assistência Social e Mobilização Permanente de São Vicente (CAMPSV)e a Escola Municipal Carolina Dantas, onde o jovem estudava.

Margeado por um canal e um terreno baldio, a região fica ao lado do galpão de recebimento de mercadorias de um hipermercado. Um viela faz a ligação entre a Rua Emílio Carlos e a Avenida Doutor Alcides de Araújo, uma das principais vias do Catiapoã.

De acordo com o encarregado de Departamento Pessoal do CAMPSV, Bruno Novo, a situação na região é crítica há anos.

“Perdemos as contas de quantos aprendizes são assaltados a caminho da instituição. E como o fluxo de adolescentes é constante por aqui, os criminosos já ficam aguardando a primeira oportunidade para cometer algum crime”, destacou.

A crítica sobre a falta de segurança foi reforçada pelo aposentado Antônio Martinez, morador do bairro há 40 anos. “Quase não vemos viatura por aqui. Meu neto já foi assaltando de manhã, em plena luz do dia. E são assaltos violentos, com facas e armas. Todos os dias escutamos algum grito de socorro. É uma situação muito triste”, desabafou o aposentado.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar que disse que realiza a modalidade de policiamento escolar na região durante todo o período de aulas dos estudantes, intensificando o patrulhamento nos horários de entrada e saída dos alunos nas escolas.

A Polícia disse ainda que “constam nos registros que a Escola Municipal Carolina Dantas em 2015, encaminhou à Polícia Militar apenas um documento solicitando policiamento no período de entrada e saída de alunos, sendo atendida de imediato pelo Comandante da Unidade, o qual determinou a intensificação do policiamento no perímetro Escolar, reduzindo consideravelmente os índices criminais registrados na região”.