O que era para ser uma ação estratégica acabou se transformando em um problema difícil de ser solucionado. Três secretarias de Santos funcionam em equipamentos que apresentam graves problemas ligados diretamente às pastas correspondentes. É o caso, por exemplo, da Secretaria de Cultura da cidade, localizada no Centro Cultural Patrícia Galvão, na Avenida Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias.
No espaço está instalado o Teatro de Arena Rosinha Mastrângelo, equipamento esquecido pelo poder público e que está fechado há mais de sete anos. A reforma no equipamento, que se transformou em um reduto de água parada, é protelada desde 2013. Em último questionamento, a Administração disse que os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano estão finalizando o projeto de reforma e de acessibilidade do Rosinha Mastrângelo, mas não estipulou prazo para o início das obras.
Em maio do ano passado, o Diário do Litoral denunciou os problemas de segurança com a queda das grades que cercam o espaço, que inclusive já estavam com as bases dos portões corroídas pela ferrugem.
Esportes
A Secretaria de Esportes do município funciona no Complexo Esportivo Rebouças, na Ponta da Praia.
No coração da secretaria, uma obra sem fim é responsável pelos tapumes que desde meados de 2014 prejudicam a visão do espaço. A revitalização do complexo, que recebeu recursos do Governo do Estado, através do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) está atrasada.
Após aditamento, a previsão era que o complexo fosse entregue em março, o que não aconteceu. Conforme publicado pelo Diário no dia 23 de maio, a obra da piscina, que poderia ser um atrativo para delegações interessadas em treinar na cidade durante os Jogos Olímpicos, não será entregue a tempo.
Turismo
Localizada em frente ao Museu Pelé, equipamento que desde o início de suas operações amargou prejuízo, a Secretaria de Turismo de Santos ocupa o casarão da estação de trens da antiga São Paulo Railway, no Valongo.
A área, cuja revitalização foi divulgada com furor pela Administração, ainda está longe de ser um importante polo turístico para a cidade, a exemplo do próprio museu.
Com falta de verba, a maior parte dos projetos planejados para a região ainda não saíram do papel. É o caso da instalação da Fatec no prédio da Hospedaria dos Imigrantes. O projeto já consumiu R$ 4,9 milhões, valor que, de acordo com a Assessoria de Comunicação do Centro Paula Souza, foi desembolsado de 2012 a 2014 para a elaboração do projeto de restauro e para o escoramento do prédio. A licitação está prevista para o segundo semestre. Após o início das obras, os trabalhos deverão ter duração de cerca de três anos.
O projeto de instalação de uma base de pesquisa e extensão da Universidade de São Paulo (USP) no Armazém 8 do Cais também segue paralisado desde 2014, por restrições orçamentárias da universidade.