No chão frio do lado externo do Fórum Cível da Vila Nova, em Santos, nove pessoas aproveitavam o término das atividades no equipamento para instalar seus poucos pertences e tentar conseguir o mínimo de calor no início da noite de quinta-feira, quando os termômetros registravam 9°C. De acordo com o último levantamento feito pelo Diário, há aproximadamente 3.585 pessoas ‘morando’ nas ruas da Baixada Santista.
Enquanto a Reportagem conversava com as pessoas em situação de rua em frente ao Fórum, um veículo da Secretaria de Assistência Social convidou os moradores a pernoitarem no antigo Abrigo para Adultos, Idosos e Famílias em Situação de Rua (SeAbrigo-AIF), cujo imóvel estava ocioso desde a migração da unidade para o casarão da Rua Manoel Tourinho, no Macuco (ver quadro ao lado).
Cubatão também já adotou medidas para intensificar o atendimento à população de rua desde o mês de março, como ampliar o horário de atendimento do Centro Pop e plantão de 24 horas para abordagem social.
A Prefeitura de Praia Grande disponibiliza um local para acolhimento de moradores de rua. É a Casa de Estar Ferdiano Alves de Oliveira, no bairro Vila Sônia, onde os acolhidos podem ir voluntariamente e aproveitar os serviços disponíveis no abrigo. Em média, o número de atendimentos aumenta em 50% nos períodos mais frios do ano.
Peruíbe afirma que oferta Serviço Especializado para este público no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e que há uma assistente social exclusiva para esse serviço.
A Prefeitura de São Vicente informa que as pessoas em situação de rua são abordadas pela equipe do Serviço de Abordagem Social. Assim é realizado o primeiro acolhimento e em seguida as encaminha ao Centro POP para atendimento técnico.
A Prefeitura de Bertioga está intensificando, nesta época do ano, abordagens diurnas e noturnas, realizadas pela Guarda Civil Municipal (GCM).
Em Guarujá, o atendimento aos moradores em situação de rua é feito pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social para a População em Situação de Rua (Creas-POP), no período da manhã, e pelo Albergue Municipal José Calherani, mais focado para o período noturno.
Em nota, a Prefeitura de Mongaguá informou que, no momento, a cidade não conta com abrigos disponíveis. Itanhaém não respondeu os questionamentos.
Após denúncias do Diário do Litoral, abrigo em Santos abre as portas durante o frio
Após recorrentes denúncias do Diário do Litoral sobre a ociosidade do imóvel onde deveria funcionar uma Seção de Abrigo para Adultos, Idosos e Famílias em Situação de Rua (SeAbrigo-AIF), na Rua General Câmara, 249, a Prefeitura de Santos abriu o espaço para a população de rua no último dia 7.
De acordo com a Administração, o abrigo de emergência foi aberto e disponibiliza 40 vagas, onde serão acolhidas pessoas em situação de rua para pernoite durante o período de baixas temperaturas.
De acordo com a Administração, “enquanto a temperatura estiver baixa, mais uma equipe de abordagem estará nas ruas, das 18 às 24h, oferecendo vagas nos abrigos. São duas equipes nessa atuação”.
Aluguéis
A ociosidade de dois imóveis alugados pela Secretaria de Assistência Social de Santos foi denunciada por duas vezes no Diário do Litoral.
Na primeira denúncia sobre a situação do equipamento localizado na Rua General Câmara, 249, em março de 2016, a Administração informou que “as atividades acontecem normalmente cumprindo a finalidade prevista na legislação que rege a política de assistência social para calamidades públicas”.
No entanto, o contrato firmado pela Prefeitura de Santos com o imóvel previa a instalação de uma Seção de Abrigo. O local destinado para outra finalidade – mesmo que também pertença à legislação que rege a política de assistência – está descumprindo a função social prevista em contrato ativo.
Na segunda denúncia, em abril, o Diário também levantou a ociosidade do equipamento localizado ao lado, na Rua General Câmara, 245 fundos, que consome desde dezembro de 2015 um montante de R$ 1.500,00 mensais à Prefeitura de Santos.