Na ‘contramão’ do pensamento de muitos jovens, Hanna Pereira ingressou no meio político com 15 anos, durante o processo de construção do grêmio estudantil. Enquanto viveu a política no âmbito escolar, teve contato com outras formas de manifestações culturais e movimentos, o que a fez escolher o segmento de forma definitiva. Aos 26 anos, a estudante é hoje porta-voz e coordenadora das ações internas da Rede Sustentabilidade de São Vicente.
“O interesse pela parte política da cidade como um todo teve início em 2012, em um cenário crítico, onde as posições eleitorais começaram a se colocar e as coisas pareciam se encaminhar para algo pior. Comecei um ativismo político autoral através das mídias, conectando pessoas que estavam indignadas da mesma forma. Fizemos uma militância autoral e sem vínculos partidários que pontuou algumas pautas importantes na cidade”, destaca.
Organizadora de alguns protestos contra o aumento das tarifas de transporte público nas chamadas ‘Manifestações de Junho de 2013’, Hanna afirma que a filiação à Rede Sustentabilidade, partido que tem o mais jovem presidente nacional (o administrador José Gustavo Fávaro Barbosa Silva, de 27 anos) aconteceu de forma orgânica.
“O quadro municipal tem em média 30 anos. Toda essa força jovem proporciona um ambiente saudável, embora a política em si seja densa. Mesmo o ambiente sendo difícil, acredito que tudo parte da segurança. Quando a pessoa está convicta daquilo que ela está seguindo fica mais fácil rebater e colocar a cara na frente, independentemente se é jovem, com pouca experiência e mulher”.
Na visão da estudante, é preciso maior participação e investimento na educação política como um todo. “Precisamos empoderar a juventude e empoderar a mulher para destacar a mensagem de que não somos apenas coadjuvantes. É importante passar isso, para fortalecer e inspirar um todo”, destaca.
Eleições 2016
Hanna afirma que não está nos planos da Rede Sustentabilidade de São Vicente fazer cadeira na Câmara Municipal nas eleições de 2016. “Nosso principal objetivo não é fazer cadeiras e sim transmitir uma mensagem para a cidade. Queremos mostrar que é possível atuar na política de uma forma saudável e com esperança”, finaliza.