Atuando na medicina há 32 anos, o prefeito eleito de Guarujá, Dr. Valter Suman (PSB), promete fazer um diagnóstico da gestão de recursos da cidade, apontando os principais problemas e as áreas onde Guarujá pode e deve avançar.
Em visita ao Diário do Litoral nesta segunda-feira (31), o pessebista afirmou que buscará um pacto com a sociedade para resgatar a cidade. “Acabaram-se as eleições, o palanque já não existe mais e agora precisamos, como um todo, enfrentar os verdadeiros adversários que são as mazelas sociais, a falta de emprego e renda, os problemas gravíssimos na saúde e a precariedade dos serviços públicos”.
Dentre as prioridades, o médico aponta a pasta da saúde, segurança, mobilidade urbana e geração de empregos.
Saúde
A prioridade do médico é a pasta da Saúde. De acordo com ele, as unidades de urgência e emergência serão extensões de seu gabinete. “Precisamos cuidar da estrutura física de nossos prontos-socorros, que estão deteriorados, além de zelar pelo cumprimento do quadro de funcionários. Hoje faltam pediatras em Vicente de Carvalho, que concentra uma parcela significativa da população”, destaca.
Na visão do médico, as propostas para a pasta serão divididas em curto, médio e longo prazo. “Precisamos combater os índices ruins de saúde pública na nossa cidade. Vamos focar na Atenção Básica, analisando como anda a prestação de serviços à população. Também é preciso pensar na logística, e informatização do prontuário eletrônico para agilizar os atendimentos”.
Suman destacou também que o único hospital da cidade, o Santo Amaro, precisa ter uma atenção especial por parte da municipalidade. “Precisamos rever a contratualização dos serviços prestados. Saúde não tem preço, mas tem custo”.
Emprego
Para a questão do primeiro emprego, Suman disse que irá criar um programa semelhante ao implantado por Márcio França (PSB), enquanto prefeito de São Vicente, o ‘Jovens em Exercício do Programa de Orientação Municipal’ (Jepom). “Existe um projeto similar no Guarujá, que queremos melhorar. Vamos qualificar e capacitar os jovens para inserção no mercado de trabalho, para o Porto, para o Comércio e Turismo”.
Educação
“Há grandes desafios, como a melhoria contínua da qualidade da educação pública, a valorização do professor, a formação continuada, a busca de redução da vaga em creches. Além disso, precisamos focar também na melhoria do material e da merenda escolar. As crianças precisam estar bem alimentadas para ter um aprendizado digno”, afirma. Ele também defende a atenção e recursos para a educação especial.
Habitação
Mais de 100 mil pessoas moram em aglomerados subnormais na cidade. O prefeito promete atenção especial para essa área. “Conheço as periferias e sei das carências da população. Sabemos que projetos habitacionais passam necessariamente por estímulo do Estado e da União. Precisamos terminar aquilo que está inacabado, como o Projeto Parque da Montanha, além de trazer as empresas portuárias para debater essa questão”, afirma.
Turismo
Suman defende a criação de um centro de convenções, que poderá fomentar o turismo corporativo.
“Precisamos fomentar essa área, reaquecendo a economia da cidade, gerando um circulo virtuoso. A cidade precisa acolher bem o turista e veranista que vem até aqui e que também pode investir”, destaca.
Vicente de Carvalho
O prefeito eleito planeja dar mais autonomia ao distrito de Vicente de Carvalho. “Pretendemos criar uma diretoria distrital e resgatar a coordenadoria regional de Vicente de Carvalho. Vamos fazer os serviços básicos e também grandes projetos como macrodrenagens com o intuito de melhorar a qualidade de vida e gerar emprego e renda na região”.
Recursos
O candidato disse que irá buscar verba junto ao Estado e a União para desenvolver projetos em Guarujá. “Bateremos na porta dos deputados e demais lideranças políticas da região ou que buscaram votos aqui e que têm obrigação de ajudar a Baixada Santista por meio de emendas parlamentares”.
O médico também defendeu as parcerias público-privadas (PPP) para o desenvolvimento da cidade.
“Sabemos que com a implantação da PEC 241, a queda na arrecadação e a diminuição do repasse do fundo de participação do município o gestor público precisará ter muita seriedade. Vamos fazer m choque de gestão e um choque administrativo para redução do peso da máquina pública, para que a gente tenha recursos necessários para investir nas principais prioridades”, afirma.
