Com a participação do Secretário de Cultura de Santos, professor Fabião e do Coordenador de Formação da Secult, Murillo Neto, a classe artística fez a segunda reunião contra a possibilidade de fechamento da Oficina Cultural Pagu na noite de ontem. Entre as pautas discutidas estava também a possibilidade de municipalização dos serviços – proposta em reunião na Secretaria de Cultura do Estado na última terça-feira – e a falta de verba na Secretaria Municipal de Cultura para o possível gerenciamento da Cadeia.
“Temos quatro novos equipamentos aguardando para começar a funcionar: um CEU no Jardim Castelo e três equipamentos da Administração no Morro da Penha, na Vila Progresso e na Vila Nova. Temos que achar esse caminho, que não é fácil em virtude da falta de dinheiro. A secretaria fez todo o encolhimento possível ao longo desses dois anos, do ponto de vista estrutural em função da falta de recursos. Agora é preciso achar outros caminhos”, destacou Fabião.
Na visão dele, a proposta do atual secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Roberto Sadek, de enviar os recursos destinados ao programa diretamente para cada cidade será analisada com cautela pela Administração. “Acredito que esse valor tem que ser construído por um conjunto e com um amparo dos funcionários da oficina para sabermos a dimensão do que vamos fazer em 2017. A minuta do convênio pode ser feita a muitas mãos. O documento será debatido no Conselho de Cultura e vale a pena a gente formalizar isso”, disse.
Também presente ao encontro, o coordenador de formação da Secult, Murillo Neto destacou que a intenção do Estado de repassar a responsabilidade do prédio para o município sempre existiu – e foi rechaçada – pela Administração.
“Naquele momento o município já colocou muito claramente que era impossível assumir o prédio na condição que o Estado desejava por uma situação muito clara, que é o orçamento. Estamos para inaugurar quatro novos espaços e ainda está definido – por conta da crise e do enxugamento no orçamento de todas as secretarias – como esses centros culturais vão funcionar”, pondera.
Após as falas, representantes do Poder Público e os 38 artistas presentes no diálogo chegaram ao consenso de que é preciso mobilizar atuais e novos secretários de cultura das cidades da Baixada Santista para pensarem propostas regionais para uso e ocupação da Cadeia Velha.
